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1 de ago. de 2010

A Autenticidade da Profecia - Conteúdo Adicional da Lição 05 (Lições Bíblicas Jovens e Adultos)

A AUTENTICIDADE DA PROFECIA


INTRODUÇÃO
A autenticidade da profecia bíblica tem sido um assunto bastante contestado por diversos críticos que procuram relegar as Escrituras a um mero livro de mitologia judaica primitiva, desconsiderando sua autoria divina. Será que as profecias bíblicas são realmente autênticas? Podemos confiar nelas? Que critério utilizar para atestar sua autenticidade? É isso que vamos estudar nessa lição.
 
I – SÃO AUTÊNTICAS AS PROFECIAS BÍBLICAS?
Segundo o critério bíblico, a autenticidade de uma profecia é verificada por sua capacidade ou não de cumprimento (Dt 18:20-22). Logo, o grande diferencial da profecia sempre será sua fonte. Se a fonte é divina, seu cumprimento está assegurado (1 Sm 3:19; Jr 1:10); se for satânica ou humana, estará revestida de falibilidade. Embora a maioria das profecias das Escrituras sejam preditivas, sua função primordial é fazer conhecida a vontade de Deus aos homens. A profecia refere-se a três coisas: 1) Predizer eventos futuros (Ap 1:3; 22:7,10 e Jo 11:51); 2) Revelar fatos ocultos (Lc 1:67-79; At 13:6-12) e 3) Ministrar
instrução, consolo e exortação (Amós; At 15:32; 1 Co 14:3,4,31).

II – AS PREDIÇÕES PROFÉTICAS BÍBLICAS DIZEM RESPEITO APENAS A ISRAEL?
A Bíblia descreve o destino de muitas nações, além de Israel. Dentre as quais podemos citar:
2.1 Babilônia - “E Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores ali farão deitar os seus rebanhos.” (Is 13:19,20). O império de Nabucodonosor foi o mais poderoso do Oriente Médio durante o período áureo da profecia bíblica. Babilônia é hoje, como descreve a profecia, completa ruína e desolação e o árabe não arma a sua tenda e nem pastores fazem deitar o seu rebanho.
2.2 Cidades Fenícias de Tiro e Sidom – Tiro (Ez 26:2-5,14) era uma importante cidade-estado da costa fenícia, situada a 40 km ao norte da Galiléia e 40 Km ao sul de Sidom, outra cidade- estado. O profeta Ezequiel profetizou anunciando sua ruína para sempre. Atualmente Tiro é o que o profeta de antemão falou. Já para Sidom ( Ez 28:21-23), o profeta não disse que a cidade seria destruída e desabitada para nunca mais ser reedificada, por isso, ela existe ainda hoje, no atual Líbano.
2.3 Israel – Deus fez um pacto com Israel (Ex 19:6-9) e estabeleceu uma relação com um tríplice propósito: 1) Mostrar ao mundo seu poder e sua glória, e que somente Ele é Deus (Rm 9:17); 2) Israel foi receptáculo dos oráculos divinos, pois, o Senhor deu a Bíblia às nações por meio dos Israelitas (Rm 3:1,2); e, finalmente, 3) para dar ao mundo o Salvador (Gn 12:3).
Uma vez rompida a aliança, o povo estaria vulnerável diante das nações a sua diáspora (Lv 26:33), como também advertências similares (Dt 28:25,36,37). Os profetas que vieram depois alertaram o povo sobre tal perigo (Jr. 16:13) e pelo Senhor Jesus Cristo que anunciou a segunda diáspora (Lc 21:24). A destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., pelo general Tito, assinala o início do cumprimento da profecia. Jerusalém seria uma pedra de tropeço para às nações (Zc 12:3), mas no devido tempo seria restaurada (Ez 11:17; 36:24; 37:21; Am 9:14,15) e renasceria como uma nação em um dia (Is. 43: 5,6; 66:8). Os judeus continuarão a voltar à Jerusalém mas em incredulidade (Ez 37:8-10). Após o arrebatamento da Igreja, Israel fará uma aliança com o anticristo (Dn 9:9-27); Na metade da semana, o anticristo fará cessar a aliança e os judeus não adoração a imagem do anticristo (Ap. 13:11-15); Israel será perseguido pelo rei do norte e seus aliados (Ez 38 e 39) e no final da grande tribulação, haverá a batalha do Armagedom e Israel será salvo pelo Messias (Zc 14:3-11; Ap. 1:7;16:16-21) e o governo do Messias será a partir de Jerusalém (Is 2:2-5; 11:1-4).

III – AS PROFECIAS MESSIÂNICAS DO A.T. SE CUMPRIRAM EM JESUS CRISTO?
Sim, Por todo o Novo Testamento os apóstolos se basearam em duas áreas da vida de Jesus de Nazaré para provar o Seu caráter messiânico. Uma foi a ressurreição, a outra consiste nas prefecias messiânicas cumpridas. O Antigo Testamento, escrito durante um período de mais de mil anos, contém centenas de referências ao Messias que viria. Todas essas referências cumpriram-se em Jesus Cristo e fornecem uma sólida confirmação das Suas credenciais como o Messias.
3.1 Sua Primeira Vinda
  • O Fato (Gn 3:15; Dt 18:15; Sl 89:20; Is 9:6; 28:16;32:1; 35:4; 42:6; 49:1; 55:4);
  • A época (Gn 49:10; Nm 24:17; Dn 9:24; Ml 3:1);
  • Sua Divindade. (Sl 2:7, 11; 45:6, 7, 11; 72:8; 102:24-27; 89:26, 27; 110:1; Is 9:6; 25:9; 40:10);
  • Sua Ascendência Humana. (Gn 12:3; 28:14;49:10; 2 Sm 7:14; Sl 18:4-6, 50; 22:22,23);
  • Seu Precursor (Is 40:3; Ml 3:1; 4:5).
3.2 A Natividade e os Primeiros Anos
  • O Fato (Gn 3:15; Is 7:14; Jr 31:22);
  • O Lugar (Nm 24:17,19; Mq 5:2);
  • A Adoração pelos Magos (Sl 72:10,15; Is 60:3,6);
  • A Descida ao Egito (Os 11:1);
  • O Massacre dos Inocentes (Jr 31:15).
3.3 Sua Missão e Função
  • Missão (Gn 12:3; 49:10; Nm 24:19; Dt 18:18,19; Sl 21:1; Is 59:20);
  • Sacerdote Semelhante a Melquisedeque (Sl 110:4);
  • Profeta Semelhante a Moisés. (Dt 18:15);
  • Milagres (Is 35:5,6; 42:7; 53:4);
  • Bênçãos Espirituais (Sl 45:7; Is 11:2; 42:1; 53:9; 61:1);
  • Pregação (Sl 2:7; 78:2; Is 2:3; 61:1; Mq 4:2).
  • Purificação do Templo (Sl 69:9).
3.4 Sua Paixão, Ressurreição e Ascenção
  • Rejeição pelos Judeus e Gentios (Sl 2:1; 22:12; 41:5; 56:5; 69:8; 118:22, 23; Is 6:9,10; 8:14; 29:13; 53:1; 65:2);
  • Perseguição (Sl 22:6; 35:7, 12; 56:5; 71:10; 109:2; Is 49:7; 53:3);
  • Entrada Triunfal em Jerusalém (Sl 8:2; 118:25,26; Zc 9:9);
  • Traição pelo Próprio Amigo (Sl 41:9; 55:13; Zc 13:6);
  • Traição por Trinta Moedas de Prata (Zc 11:12);
  • Morte do Traidor (Sl 55:15, 23; 109:17);
  • Compra do Campo do Oleiro (Zc 11:13);
  • Abandonado pelos Discípulos (Zc 13:7)
  • Falsas Acusações (Sl 27:12; 35:11; 109:2; 2:1,2);
  • Silêncio quando Acusado (Sl 38:13; Is 53:7);
  • Zombariam dEle (Sl 22:7, 8, 16; 109:25);
  • Insultos, murros, cuspidas, espancamento, etc. (Sl 35:15, 21; Is 50:6);
  • Paciência em meio ao Sofrimento (Is 53:7-9);
  • Crucificação (Sl 22:14,17);
  • Oferecimento de Fel e Vinagre (Sl 69:21);
  • Oração pelos Inimigos (Sl 109:4);
  • Gritos na Cruz (Sl 22:1; 31:5);
  • Morte no Vigor da Vida (Sl 89:45; 102:24);
  • Morte com os Malfeitores (Is 53:9,12);
  • Morte Confirmada por Fenômenos na Natureza (Am 5:20; Zc 14:4,6);
  • Ossos intactos (Sl 34:20);
  • Traspassado (Sl 22:16; Zc 12:10; 13:6)
  • Morte Voluntária (Sl 40:6-8);
  • Sofrimento Vicário (Is 53:4-6, 12; Dn 9:26);
  • Sepultamento com o Rico (Is 53:9);
  • Ressurreição (Sl 16:8-10; 30:3;41:10; 118:17; Os 6:2);
  • Ascenção (Sl 16:11;24:7; 68:18; 110:1; 118:19).
3.5 Sua Segunda Vinda
  • Profecias (Sl 50:3-6; Is 9:6, 7; 66:18; Dn 7:13, 14; Zc 12:10; 14:4-8);
  • Domínio Universal e Eterno (1 Cr 17:11-14; Sl 72:8; Is 9:7; Dn 7:14; Sl 2:6-8; 8:6; 110:1-3; 45:6, 7).
CONCLUSÃO
Concluímos que a autenticidade das profecias bíblicas se dá pelo seu cumprimento exato de suas predições, não só com relação ao Messias, mas também, a Israel e a diversas nações. Portanto, não se trata de uma manipulação ou forjamento de informações, mas da revelação de um Deus que fala e cumpre com o que promete.

Ouça o Programa “Escola BÍBLICA no Ar” todos os sábados, às 22:00h, pela Rádio Boas Novas AM 580
Fonte: Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves

Lição 05 - A Autenticidade da Profecia - Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

A Autenticidade da Profecia
Leitura Bíblica em Classe: Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12

I. O desprezo do Senhor 
II. A paixão e a morte de nosso Senhor Jesus Cristo
III. Lições Doutrinárias do sacrifício de Cristo

Prezado professor, a revista Lições Bíblicas de Mestre, lição 5, na página 37, desse trimestre, trás um diagrama que o auxiliará para o uso deste subsídio. Para o fim de introduzir a lição, você poderá apresentar o diagrama que reproduz a história mundial através do sonho do rei Nabucodonosor, da Babilônia.

A autenticidade das profecias veterotestamentárias é inquestionável, principalmente, quando analisada de acordo com os acontecimentos dos históricos mundiais. A autoridade e a capacitação divinas confirmam a exatidão das profecias expressas sobre dois assuntos completamente desconhecidos pelos profetas em sua época: a transição dos impérios e o reinado de Cristo. Quem poderia desvendar a história mundial que culminaria na implantação do grande reino literal, o milênio? A história contada a partir do sonho do rei Nabucodonosor, da Babilônia, e interpretada divinamente pelo profeta Daniel, remonta um evento profético nunca visto antes: Deus de antemão revela seu plano para o mundo em detalhes. 

O Sonho Profético do rei Nabucodonosor
O rei Nabucodonosor sonhou com uma estátua de ouro, prata, bronze e ferro/barro sendo atingida por uma pedra. Seus membros representavam os quatro grandes impérios mundiais e seus poderes futuros no mundo. A cabeça de ouro era a Babilônia, o peito e os braços de prata representavam os Medos e os Persas, os quadris de bronze representavam a Grécia, e as pernas e os pés de barro/ferro simbolizavam o Império Romano. A pedra representa o Messias de Israel que feri os pés de barro/ferro da estátua esmiuçando-a completamente. Deus estabelece seu futuro reino que jamais terá fim. Esse reino se refere ao futuro reino messiânico de Cristo Jesus (Dn 2.44; Is 60.12; Zc 14.16-19). O desdobramento dessa profecia deixa clara a absoluta soberania de Deus sobre os assuntos da humanidade. Independentemente das condições políticas, econômicas, sociais e religiosas; Deus conhece o passado, estabelece o presente e revela o futuro. Por isso na condução da história da humanidade, os impérios se formaram sempre a partir da ação de Deus como justiça em sua Terra.

Resumo Histórico dos Impérios
O império babilônico foi anunciado por Deus quando chegara a Israel para dominá-lo (605 – 539 a.C.). Babilônia teve sua grande ascensão, mas de imediato começou a desintegrar-se cedendo lugar, no cenário mundial, ao reino medo-persa (539 a.C.). O rei medo-persa, Ciro, foi chamado por Deus de servo “o pastor que cumprirá tudo o que me apraz” (Is 44.28). Ainda que inferior ao reino babilônico, o império dos medos foi por muito tempo majoritário no cenário mundial. Porém, como os babilônicos, foi posteriormente dominado e preterido pelo Império Grego fundado por Alexandre Magno (330 a.C.). O jovem imperador foi conquistando terras e desbravando territórios até que repentinamente a morte o subjugou. Com a morte de Alexandre o império grego foi dividido dando lugar ao longo domínio do famoso Império Romano (67 a.C). Roma dominou o mundo numa amplitude que nenhum outro império dantes fizera. Mas após sua divisão (impérios ocidental e oriental) depois do reino de Teodósio (395 d.C.), o império romano finalmente sofreu a queda (império ocidental - 476). Esse pequeno resumo histórico mostra a precisão cirúrgica da profecia que o sonho interpretado pelo profeta Daniel descreveu a respeito dos rumos do mundo. Apesar de esses impérios terem caídos, suas influências são experimentadas até hoje. A astrologia babilônica, a ética medo-persa, a arte e filosofia grega e a ideia de que se pode conquistar a paz através do poderio militar[1], remontam os intensos desejos que a humanidade tem em usufruir da verdadeira paz. Porém, a filosofia de vida e os valores desse mundo darão lugar, ao estabelecimento integral do reino de Cristo Jesus. Ele encherá a terra inteira e estenderá o seu governo aos novos céus e a nova terra (Ap. 21.1). Diferentemente dos reinos anteriores, o de Cristo não será transitório, imperfeito e inacabado; mas a eternidade, a perfeição e estabelecimento final serão a ratificação do plano salvífico orquestrado por Deus antes da fundação do mundo (Hb 9.26).

Professor, sua tarefa neste domingo é autenticar a veracidade da profecia bíblica para o seu aluno afirmando que Deus é Soberano e Senhor da história humana. Ele intervém soberanamente segundo o conselho de sua vontade. Se Ele cumpriu o que predisse a mais de dois mil anos atrás, devemos aguardar com fé revigorada o cumprimento completo do estabelecimento do seu reino na Terra. Mostre ao seu aluno que a melhor forma de fazer isso é vivendo as características, a ética e as premissas do reino de Deus como se tivéssemos nele (Mt 5, 6 e 7). 

Boa aula!

Referência Bibliográfica 
SOARES, Ezequias. O Ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 2010.
ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.


[1]  Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1248.

25 de jul. de 2010

Lição 04 - Profecia e Misticismo *-* Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas de Jovens e Adultos

Profecia e Misticismo
Leitura Bíblica em Classe: Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12

I. Avaliação da profecia
II. Práticas divinatórias
III. A necessidade da profecia bíblica
Conclusão

Prezado professor, na lição deste domingo o tema a ser tratado é “Profecia e Misticismo”. É um assunto bem atual que remonta o contexto de busca pela espiritualidade no Brasil. Porém, o que a mídia e outros setores de comunicação entendem por espiritualidade é uma rede de conceitos completamente frontal aos princípios estabelecidos pela Palavra de Deus. Gostaríamos de destacar alguns termos, os quais aparecem em Deuteronômio 18.10,11, que farão lembrar compreensão equivocada que a sociedade hodierna tem pelo termo espiritualidade. Os termos são:

· Adivinhador – É o que pratica adivinhação e feitiçaria.
· Agoureiro – Significa fazer agouros pela nuvem. Mas o seu sentido pode ser ampliado para “observar os tempos, praticar adivinhação, espiritismo, magia, bruxaria e encantamento.
· Feiticeiro – Fazer encantamento, adivinhação, presságio, feitiçaria, agouro.
· Encantador de encantamentos – Unir, dar um nó mágico. Manipulação de determinados “poderes sobrenaturais”.
· Consultor de espírito adivinhante – A expressão significa médium, espírito, espírito de mortos, necromante e mágico. A expressão “quem consulte os mortos” é literalmente usada para indicar a necromancia. O necromante é aquele que faz adivinhação por meio de consulta aos mortos, ou seja, é a prática mediúnica. A palavra grega para necromante é nekuomanteia cujo significado é “necromancia, adivinhação por meio da evocação dos mortos”.
· Mágico – É o agoureiro, adivinhos.[1]

Os deuses pagãos (que surgem no imaginário do povo pagão) eram uma abominação, porque eles constituíam uma reivindicação rival à soberania do Senhor. Os seus profetas eram igualmente maus. Professavam ouvir a comunicação de outros deuses e, por isso, tinham de ser mortos por ajudar e promover a sedição segundo o mandamento de Deus. A aparição de falsos profetas e a adoração a falsos deuses (cujo a Bíblia os chama de demônios) está relacionada a prática divinatória. Antes de Moisés anunciar a promessa de Deus sobre o estabelecimento do ministério profético em Israel (Dt 15.15-22), Deus advertiu o povo para que ninguém se envolvesse com práticas divinatórias e enumerou algumas delas, dizendo serem parte de culto pagão dos cananeus[2]. Em Deuteronômio 15 é evidente que as práticas divinatórias estão relacionadas com a crença de vários deuses e a ação que constitui o estabelecimento do fenômeno religioso do povo pagão primitivo. Ao estudar a função do profeta, entendemos que seu objetivo nunca foi adivinhar o futuro ou praticar a adivinhação em qualquer esfera. O profeta atuava para atender as reais necessidades do povo como o mensageiro de Deus. Portanto, o conceito de profeta como adivinhador do futuro é completamente impossível pela Escritura. Esperar que o profeta esteja disponível para adivinhar o porvir é abominação aos olhos de Deus! Sabemos que o Brasil está mergulhado nos mais profundo ocultismo. Mas o que espanta, é esse mal imperar em certos arraiais evangélicos na forma de “experiências espirituais”. Fotos, rosas ungidas, sal grosso, rodopios “espirituais” e etc., envergonham o Evangelho pisando no sacrifício de Cristo e expondo uma grande parte do povo evangélico brasileiro ao ridículo. Em reuniões que acontecem tais manifestações, o que vemos, é uma série de manifestações e expressões que em nada lembrar o verdadeiro poder de Deus.
Professor, converse com seus alunos e explique que os objetivos da aula são: conhecer o termo misticismo;
explicar o que são práticas divinatórias;
identificar atos maléficos a nossa fé;
compreender, de uma vez por todas, que a relevância do Evangelho não está numa suposta experiência espiritual, mas através da experiência viva e iluminadora da manifestação de Cristo Jesus em nós: “o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações, e que agora, foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Cl 1.26,27). Boa aula e Deus lhe abençoe!

Referência Bibliográfica

SOARES, Ezequias. O Ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 2010.

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

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[1] SOARES, Ezequias. O Ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro, 1. ed. CPAD, 2010, p. 70,1.
[2] Vide a lista da prática divinatória acima.

Lição 03 - As funções sociais e políticas da profecia ** Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

As funções sociais e políticas da profecia
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 34.8-11,16,17

I. O papel político e social da profecia nas Escrituras
II. O profeta é enviado ao rei
III. Questão de ordem social
Conclusão
 
Prezado professor, a Bíblia tem muito a dizer acerca de questões sociais e políticas. O contexto histórico dos profetas veterotestamentários remonta um ambiente de injustiças sociais e corrupções políticas. Com o intuito de fazer o diálogo entre esse tempo hisórico e a igreja contemporânea é que reproduziremos um rico texto extraído da obra de John Stott “Cristianismo Equilibrado” (a fim de responder a seguinte pergunta: “Qual o papel social da Igreja?”):

“[...] Tem sido sempre uma característica dos evangélicos ocupar-se com evangelismo. Tanto assim que não é raro encontrarmo-nos com uma confusão de termos, como se “evangélico” e “evangelístico” significassem a mesma coisa. Na nossa ênfase evangélica em evangelismo, temos compreensivelmente reagido contra o tão falado “evangelho social” que substitui salvação individual por melhoramento social e, apesar do notável testemunho da ação social dos evangélicos do século dezenove, nós mesmos temos suspeitado de qualquer envolvimento deste tipo. Ou, se temos sido ativos socialmente, temos tido a tendência de concentrar-nos nas obras de filantropia (cuidando dos acidentes de uma sociedade doente) e tomado cuidado para evitar política (as causas de uma sociedade doente). Algumas vezes, a polarização na igreja tem parecido ser completa, com alguns exclusivamente preocupados com evangelismo e outros com ações político-sociais. Como um exemplo para o primeiro, tomarei alguns grupos do tão falado “Povo de Jesus”. Ora, estou muito longe de querer ser crítico de qualquer movimento. Contudo, uma das minhas inúmeras hesitações diz respeito às comunidades de Jesus que parecem ter rejeitado a sociedade e se retirado para a comunhão individual, fazendo cultos evangelísticos ocasionais, no mundo fora da comunidade. Vernon Wishart, um ministro da Igreja Unida do Canadá, escreveu sobre o Povo de Jesus em Novembro de 1972, num artigo oficial da Igreja. Ele descreveu o movimento como “uma reação ao profundo mal-estar cultural social” e uma tentativa para “vencer uma depressão do espírito humano” causada pela tecnocracia materialista. Mostrou-se admirador do genuíno zelo cristão por eles manifestado: “Como crentes primitivos, eles simplesmente vivem de uma maneira amorosa, estudando as Escrituras, partindo o pão juntos e compartilhando os recursos”. E ele reconheceu que o intenso relacionamento pessoal deles com Jesus, e de um para com o outro era um antídoto à despersonalização da sociedade moderna. Ao mesmo tempo ele viu este perigo: “Voltar-se para Jesus pode ser uma tentativa desesperada de desviar-se do mundo no qual ele encarnou. Como as drogas, a religião de Jesus pode ser uma fuga de nossa tecnocultura”. Nesta última frase, Vernon Wishart colocou o dedo no problema principal: Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele? Sir Frederick Catherwood escreveu: “Procurar melhorar a sociedade não é mundanismo, mas amor. Lavar as mãos da sociedade não é amor, mas mundanismo” [grifo nosso]. [...] Nós certamente não estamos confundindo justiça com salvação, mas temos frequentemente falado e nos comportado como se pensássemos que nossa única responsabilidade cristã para com uma sociedade não convertida fosse evangelismo, a proclamação das boas-novas de salvação. Nos últimos anos, contudo, tem havido bons sinais de mudança. Temos ficado desiludidos com a mentalidade da “tentativa abandonada”, com a tendência de escolher não participar da responsabilidade social e com a tradicional obsessão da “micro-ética” (a proibição de coisas mínimas) e a negligência correspondente da “macro-ética” (os grandes problemas de raça, violência, pobreza, poluição, justiça e liberdade). Tem havido, também, um recente reconhecimento dos princípios bíblicos para a ação social cristã, tanto teológica quanto ética. Teologicamente [grifo nosso], tem havido um redescobrimento da doutrina da criação. Tendemos a ter uma boa doutrina da redenção e uma péssima doutrina da criação [grifo nosso]. Naturalmente temos tido uma reverência de lábios à verdade de que Deus é o Criador de todas as coisas, mas, aparentemente, temos estados cegos para as implicações disto. Nosso Deus tem sido por demais “religioso”, como se o seu principal interesse fosse cultos de adoração e oração freqüentados por membros de igrejas. Não me entenda mal: Deus tem prazer nas orações e louvores do seu povo. Mas, agora, começamos a vê-lo, também (como a Bíblia sempre o retratou), como o Criador, que está interessado tanto pelo mundo secular quanto pela Igreja, que ama a todos os homens e não somente os crentes, e que tem interesse na vida como um todo, e não meramente na religião. Eticamente, há um redescobrimento da responsabilidade de amor pelo próximo, que é o seguinte mandamento: “Amar nosso próximo como amamos a nós mesmos” [grifo nosso]. O que isso significa na prática será determinado pela definição das Escrituras sobre o “nosso próximo”. O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como “um corpo-alma em sociedade”. Portanto, a obrigação de amar o nosso próximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amamos o nosso próximo como Deus o criou (o que é mandamento para nós), então, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem-estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. Martin Luther King expressou muito bem: “Religião trata com o Céu como com a terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos. É uma religião seca como poeira”. Eu acho que deveríamos adicionar que “uma religião seca como poeira” é, na realidade, uma religião falsa. É verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulo. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se “amarás o teu próximo” tivesse sido substituído por “pregarás o Evangelho”. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos. Ao contrário, enriquece o mandamento amar o nosso próximo, ao adicionar uma dimensão nova e cristã, nomeadamente a responsabilidade de fazer Cristo conhecido para esse nosso próximo [grifo nosso]. Ao rogar que deveríamos evitar a escolha mais do que ingênua entre evangelismo e ação social, eu não estou supondo que cada crente deva estar igualmente envolvido em ambos. Isto seria impossível. Além disso, devemos reconhecer que Deus chama pessoas diferentes e as dota com dons apropriados à sua chamada. Certamente cada crente tem a responsabilidade de amar e servir o próximo à medida que as oportunidades se manifestam, mas isto não o inibirá de concentrar-se – conforme sua vocação e dons – em alguma incumbência particular, seja alimentando o pobre, assistindo ao enfermo, dando testemunho pessoal, evangelizando no lar, participando na política local ou nacional, no serviço comunitário, nas relações raciais, no ensino ou em outras boas obras.

Sugestão prática
Professor, utilize a lição desse domingo a fim de contribuir para a relevância de sua igreja local à comunidade que ela está instalada. Reflita com seus alunos sobre o papel social que a Igreja de Cristo tem a desenvolver na sociedade em que vivemos. Boa aula!

Reflexão: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
Embora cada crente, individualmente, deva descobrir como Deus o tem chamado e dotado, aventuro-me a sugerir que a igreja evangélica local, como um todo, deve preocupar-se com a comunidade secular local como um todo. Uma vez que isto seja aceito, em princípio. Crentes individuais, que compartilham as mesmas preocupações, seriam incentivados a juntar-se em “grupos de ação e estudo”. Não para ação sem estudo prévio, nem para estudo sem ação consequente, mas para ambos. Tais grupos, com responsabilidade, considerariam em oração um problema particular, com a intenção de agir atacando o problema. Um grupo poderia estar preocupado com o evangelismo num novo conjunto habitacional, no qual (até onde conhecido) não mora nenhum crente, ou com uma seção particular da comunidade local – uma república para estudantes, uma prisão, estudantes recém-formados etc. Um outro público poderia dedicar-se aos problemas dos imigrantes e das relações raciais, de uma favela de área e de habitações deficientes, de um asilo para velhos desamparados ou de um hospital; de pessoas idosas que têm pensão, mas se sentem sós, de uma clínica local de aborto, ou de uma casa de prostituição. A possível lista é quase interminável. Mas se os membros de uma congregação local fossem compartilhar as responsabilidades evangelísticas e sociais da igreja em conformidade com seus interesses, chamadas e dons, muitos trabalho construtivos poderiam certamente ser feito na comunidade. Eu não conheço qualquer declaração de nossa dupla responsabilidade cristã, social e evangelística, melhor do que aquela feita pelo Dr W. A. Visser: “Eu creio”, disse ele, “que com respeito à grande tensão entre a interpretação vertical do Evangelho como essencialmente preocupada com o ato de salvação de Deus na vida dos indivíduos e a interpretação horizontal disto, como principalmente preocupada com as relações humanas no mundo, devo fugir daquele movimento oscilatório mais do que primitivo de ir um extremo para o outro. Um cristianismo que tem perdido sua dimensão vertical tem perdido seu sal e é, não somente insípido em si mesmo, mas sem qualquer valor para o mundo. Mas um cristianismo que usaria a preocupação vertical como um meio para escapar de sua responsabilidade pela vida comum do homem é uma negação do amor de Deus pelo mundo, manifestado em Cristo. Deve tornar-se claro que membros de igreja que de fato negam suas responsabilidades em qualquer parte do mundo são tão culpados de heresia quanto todos os que negam este ou aquele artigo da fé [grifo nosso]( STOTT. John R. W. Cristianismo Equilibrado. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 55-64).

8 de jul. de 2010

Lição 02 - A Natureza da Atividade Profética ☺ Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

A Natureza da Atividade Profética

Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 1.4-6, 9-14

I. As formas de comunicação de aos profetas
II. As formas de transmissão da mensagem dos profetas ao povo
III. A questão extática do profeta

IV.
Conclusão

Prezado professor, a palavra-chave da lição desse domingo é Comunicação. O termo significa “processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos ou sistemas convencionais”. A comunicação é o recurso que Deus utiliza para se revelar ao seu povo. Nesse sentido, a profecia do Antigo Testamento foi comunicada mediante algumas formas de transmissão: diálogos; visão ou sonho; declaração oral e direta; figuras e símbolos; oráculos por ação (é a ação ou ato de um profeta que transmite uma mensagem profética. Ex.: Oseias casa-se com a prostituta representando o estado caótico de Israel, mas também o amor imortal de Deus por seu povo). A função primária da profecia é prenunciar a Palavra de Deus. O ministério profético, em Israel, surge diante da necessidade de comunicação e acatamento dos desígnios de Deus estabelecidos para o seu povo. Os profetas que exercem tal função são porta-vozes de Deus para transmitir seus desígnios. Para que aja transmissão de mensagem tem que haver um receptor. Este deverá receber a mensagem com clareza e compreensão. Por isso a diversidade que Deus usa em formas de transmissão de sua mensagem (conforme visto acima) é riquíssima em linguagem. O exegeta Walter C. Kaiser Jr, sobre essa diversidade, diz:

          
Constantemente, eles [os profetas] advertiam o povo
         
de Deus sobre o juízo que pairava sobre eles, se
         
deixassem de se arrepender e de se desviar do mau
         
caminho que decidiram seguir. Por isso os profetas

          
usaram todos os mecanismos literários
[grifo nosso]

         
que puderam imaginar para captar a atenção e a boa 
         
vontade de  seu público.
[1]

A profecia veterotestamentária tinha o papel de advertir a nação, combater a idolatria, falar a favor dos pobres e oprimidos (viúvas, órfãos, etc.). Enfim, profetizar, majoritariamente, era ir à contramão do poder opressor estabelecido em Israel.[2] Isso provava que Deus não consentia o que os homens, em sua soberba, pensavam ser benção oriunda dEle. Enquanto que para o povo os representantes do poder, em suas mordomias e luxuosidade[3], eram exemplos de “aprovação de Deus”; Deus demonstrava por meio dos seus profetas que as almas dos tais já estavam compromissadas com a imundície. Os profetas mostravam que o que para os homens era “benção”, para Deus não passava de abominação. Para transmitir essas verdades, o Eterno conduzia os profetas pelos principais meios de comunicação profética: Proclamação Direta (Nm 12.8; Jo 3.4); Linguagem Figurada (Is 40.3-5; Lc 3.1-18); Apresentação Dramática (Jr 27.2; Ez 5.1-12).

Prezado professor, reflita com os alunos que Deus se comunica e revela soberanamente através de quem Ele usa. Incentive-os a atentarem à forma que o Senhor transmite suas verdades e desígnios.


Referências Bibliográficas   

KAISER JR, Walter C. Pregando e Ensinando a partir do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

DICIONÁRIO WYCLIFFE.
Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
 

[1] KAISER JR, Walter C. Pregando e Ensinando a partir do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p. 121.
[2] Em Israel esse poder era representado pelos reis, que abandonaram os princípios divinos, e pelo sistema religioso judaico cujo processo era completamente corrompido (Jr 44.1-30; Ml 1 – 3). 
[3] Em detrimento da vida social do povo.

4 de jul. de 2010

Lição 01 - O Ministério Profético no Antigo Testamento ~> Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

O Ministério Profético no Antigo Testamento
Leitura Bíblica em Classe: Números 11.24-29

I. O início do ministério dos profetas
II. O profeta
III. O ministério
Conclusão

O MINISTÉRIO PROFÉTICO EM O ANTIGO TESTAMENTO

Prezado professor, vamos iniciar um novo trimestre em Lições Bíblicas. O tema desse trimestre é “O Ministério Profético na Bíblia, A voz de Deus na Terra”. O objetivo principal desse tema é percorrer toda a Bíblia a fim de descortinar os desdobramentos e implicações do ministério profético nela. Professor, é urgente que a Igreja esteja pronta a conhecer, compreender e discernir quem, de fato, é verdadeiro profeta. A abordagem de alguns temas é inédita. Por exemplo, veremos como os profetas lidavam com questões de cunho social e político no exercício de seus ministérios e o que isso tem a ver com a igreja; a presença do misticismo em um confronto direto com a verdadeira profecia; a diferença entre dom minesterial de profeta e o dom de profecia (Ef 4.11); qual é a missão profética da Igreja? São temas que edificarão a sua vida a de seus alunos.

O profeta e o seu ministério
O termo profeta é derivado do grego prophetes, “aquele que fala sobre aquilo que está porvir, um proclamador ou intérprete da revelação divina. Esse termo refere-se àquele que age como porta-voz de um superior. Pode, também, ser utilizado como sinônimo de “vidente” ou “pessoa inspirada” (Os 9.7; 1 Sm 9.9). O termo hebraico para profeta é nabi’ cujo o significado etimológico mostra uma força de autoridade representativa . Em Deuteronômio 1.18b Deus afirma que o profeta [nabi’] declarará tudo que Ele ordenar. Em Êxodo 7.1 nabi’ [profeta] tem o mesmo valor semântico de representação de autoridade. Em outras passagens como Êxodo 4.15,16; Jeremias 1.17a; 15.19; a palavra nabi’ [profeta] aparece no contexto de um mensageiro que fala em nome de um superior. O ministério de profeta tem seu início em Moisés com a manisfestação clara do exercício profético no arraial israelita (Nm 11.25,26). A concepção da instituição divina de ministério profético é ratificada em Deuteronômio 18.9-22, onde a contraposição entre profeta e prognosticadores (encantadores, mágico, etc.) é feita com a promessa do surgimento do grande profeta em Israel (vv. 15-22): Jesus Cristo (At 7.37,38). No período monárquico, em Israel, aparecia a primeira escola de profetas (1 Sm 10.5,10). Isso introduz o papel importante que o profeta exerceria no período monárquico. Ele seria consultado pelos os reis como representantes de Deus para com o povo. Este profeta falaria ao rei através dos oráculos. Esse período para os profetas, em Israel, é marcado por respeito e reverência por parte da nobreza e do povo (1 Sm 16.4,5). No período da monarquia dividida, surge o então conhecido movimento de profetas em Israel que tecnicamente, em Teologia, é chamado de Profetismo. Esse movimento tinha o objetivo de restaurar o monoteísmo hebreu. Os profetas desse período combatiam a idolatria, denunciavam as injustiças sociais, proclamavam o Dia do Senhor com o objetivo de reacender a esperança messiânica no povo. Esse movimento iniciou em Amós encerrando, cronologicamente com Malaquias. Esse período, diferentemente do anterior, caracterizado pelo sofrimento e marginalização que os profetas eram condicionados a passar. De homens dignos de reverência passaram, os profetas, a homens “dignos” de tratamentos mais baixos possíveis. Isso porque a mensagem de tais profetas ia de encontro aos interesses escusos das lideranças religiosas e políticas de Israel e Judá (Hb 11.36-38).

Professor, faça esse mapeamento a fim de introduzir os dados essenciais para compreender o início e o propósito do ministério profético em Israel no período do Antigo Testamento. Boa Aula!

Referência Bibliográfica
Dicionário Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD. / ANDRADE, Claudionor de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro, CPAD.

O Ministério Profético na Bíblia - 3° TRIM da EBD 2010 - Jovens e Adultos


A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
No 3º trimestre de 2010, estaremos estudando o tema O Ministério Profético na Bíblia, a voz de Deus na Terra

Comentarista: Pastor Esequias Soares

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- O Ministério Profético no Antigo Testamento
2- A Natureza da Atividade Profética
3- As Funções Sociais e Políticas da Profecia
4- Profecia e Misticismo
5- A Autenticidade da Profecia
6- Profetas Maiores e Menores
7- Os falsos Profetas
8- João Batista – O Último Profeta do Antigo Pacto
9- Jesus – O Cumprimento Profético do Antigo Pacto
10- O Ministério Profético no Novo Testamento
11- O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia
12- O Tríplice Propósito da Profecia
13- A Missão Profética da Igreja

18 de jun. de 2010

Lição 09 - Esperando contra a Esperança '' Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas de Jovens e Adultos

Esperando contra a Esperança
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 30.7-11


Introdução
I. O que é esperança
II. A angústia de Jacó
III. O restabelecimento de Israel


A TEOLOGIA DA SUBSTITUIÇÃO E ISRAEL
NO CONTEXTO HISTÓRICO DA BÍBLIA

A profecia bíblica tem uma particularidade em relação ao povo de Israel. Este povo protagoniza a maior parte da profecia, aproximadamente 70% dela. Para fazer este diagnóstico é preciso responder algumas perguntas: A profecia no Antigo Testamento tem como o público alvo quem? Todas as profecias em relação a Israel se cumpriram? Deus prometeu uma terra no Oriente Médio para a Igreja ou Israel? Essa promessa se cumpriu literalmente? Essas questões nos dias hodiernos têm despertado sentimentos opostos em relação à nação de Israel. A eleição do método de interpretação da Escatologia tem levado à obtenção de informações distintas em relação ao papel que Israel desempenha na profecia bíblica. Ao longo da história da igreja, alguns métodos foram desenvolvidos no compromisso de extraírem do texto bíblico a verdade mais clara e objetiva possível quanto ao esclarecimento do assunto. No contexto do Terceiro Século da Era Cristã, o período patrístico (desenvolvimento da doutrina pelos pais da igreja), se destacam três grandes escolas catequéticas de interpretação: Alexandria, Antioquia e Ocidental. Porém, a escola catequética de Alexandria destacou-se por desenvolver um método natural de harmonia entre a teologia e a filosofia (neoplatonismo) e desencadeiou um dos principais métodos de interpretação das Escrituras na igreja antiga: o método Alegórico[1]. Ele foi propagado pela escola de Alexandria e representado respectivamente por Filo, Clemente de Alexandria e Orígenes[2] respectivamente. A proposta era que toda a Escritura devia ser interpretada alegoricamente. O clérigo cristão[3], formado por bispos e sacerdotes romanos influenciados por esse princípio hermenêutico, insistiu que o império tratasse o judaísmo com severidade, porque a perda do estado palestino (destruição de Jerusalém e do Templo no ano 70) era um sinal claro de que Deus rejeitara o povo judeu. É nesse contexto que a Teologia da Substituição ganha força, e a Igreja romana arroga para si o título de o novo “Israel de Deus” e julga Israel como o “povo rebelde que matou Jesus” e fora rejeitado para sempre.


Sobre a Teologia da Substituição, diz Arnold Fruchtenkbaum[4]:
A teologia da substituição entende que o moderno Estado israelense é apenas um acidente na história, sem nenhuma relação com a profecia bíblica. Segundo esta visão, quando Israel rejeitou o messiado de Jesus, Deus rejeitou o povo judeu. Assim, todas as profecias sobre o povo judeu já estariam cumpridas e não haveríamos de esperar nenhuma futura restauração. Deus transferiu para a Igreja todas as promessas de sua aliança com Israel, de modo que todas as promessas ainda não cumpridas serão concretizadas na Igreja. As profecias que falam sobre uma reunião mundial do povo judeu não devem ser entendidas de forma literal. Na verdade, falam sobre Deus reunindo seus eleitos na Igreja até que esta se complete. Os judeus de hoje podem ser salvos em Cristo, mas é necessário que se unam à Igreja. Deus não planejou uma restauração futura do povo de Israel como grupo étnico. Nada do que esteja acontecendo hoje com Israel está relacionado às profecias, e o povo judeu não possui nenhum futuro profético.


As Assembleias de Deus no Brasil adota o método sadio de interpretação, mais conhecido como “Histórico-Gramatical” [5]. Esse método procura interpretar o texto bíblico compreendendo o seu contexto histórico e a semântica das palavras de acordo com as regras gramaticais. O texto bíblico é tratado com literalidade o que é inequivocamente literal e figurativo o que é claramente figurado. Estas regras de interpretação são estabelecidas de acordo com o que convencionalmente é aceito na comunidade internacional, ou seja, a interpretação do texto deve levar em conta o que o autor pensou, quis dizer, disse e o seu contexto vivencial. O método alegórico anula o que o autor disse e o seu contexto, propondo uma interpretação baseada nos pressupostos do intérprete em detrimento do contexto histórico e gramático do texto em análise. Algumas escolas de interpretação que sofreram influências do Racionalismo, Existencialismo e Iluminismo têm dificuldades em analisar e afirmar a relevância de Israel hoje. O método que mais encarna essa influencia é o Histórico-Crítico, que como muleta tende a “desmitologizar” a Bíblia, fazendo do trabalho crítico (não o que faz a crítica textual) um pressuposto de anulação das Sagradas Escrituras. Portanto, considerando o método histórico-gramatical, a nação de Israel possui um papel determinante na profecia bíblica. Há no texto bíblico, claros sinais de que Deus tratará com o seu povo, Israel, de forma distinta, objetiva e coletiva como vem acontecendo acerca dos séculos (Diáspora, pogroms dos czares na Rússia, o Holocausto na Alemanha, etc...). Constatar que Deus está no controle da história humana e a conduz com suas bondosas mãos, gera em nós um sentimento de Esperança que só nEle se pode achar.


Profecias sobre Israel:

  • Arrependimento da Nação – Dt 30.1-5; Is 27.12-13; Ez 39.25-29

  • Reunião na Terra Prometida – Ez 20.33-38

  • A nova aliança – Jr 31. 31-34

  • Reunião sem fé e pela fé – Is 11.11 – 12.6

  • O começo da grande tribulação – Dn 9.24-27; Is 28. 14-22

  • O terceiro templo e a abominação da desolação – Dn 9.27; Mt 24.15,16; 2 Ts 2.3,4; Ap 11.1,2.

  • Ezequiel: Gogue – Ez 38 e 39.
Referência Bibliográfica


LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro 1ª. ed. CPAD, 2008.


ALMEIDA, Abraão de. Israel, Gogue e o Anticristo. Rio de Janeiro, CPAD.


BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada. Rio de Janeiro, CPAD, 2003.


BERKHOF, Louis. Princípios de Interpretação Bíblica. São Paulo, Cultura Cristã, 2008.



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[1] Eleição de uma interpretação no sentido figurado em detrimento do sentido literal.


[2] Louis Berkof faz uma síntese sobre a história da interpretação do texto bíblico em sua obra “Princípios de Interpretação Bíblica” da Editora Cultura Cristã, pp.19-22.


[3] Entende-se por Clérigo Cristão a igreja romana que estava casada com o Estado através da figura de Constantino. Agora, a igreja que perseguia passara a perseguir as outras religiões, mas especialmente os judeus.


[4] Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica de Tim Lahaye e Ed Hindson. Rio de Janeiro 1ª. ed. CPAD, 2008, p. 372, 3.


[5] O professor Esdras Bentho faz uma análise minuciosa da evolução e contradições dos métodos de interpretação em sua obra “Hermenêutica Fácil e Descomplicada” nas pp.123-202. E Berkof, em sua obra “Princípios de Interpretação Bíblica”, traça a evolução histórica do método histórico gramatical nas pp.29-34.

21 de mai. de 2010

Lição 08 - O Poder da Verdadeira Profecia ** ** Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

O Poder da Verdadeira Profecia
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 28.5-12,16,17

Introdução
I. O que é o profeta
II. O falso profeta Hananias entra em cena
III. Cuidado com os falsos profetas
Conclusão

O PROFETA E SUA FUNÇÃO
O profeta e a teocracia. A afirmação de que existia uma grande separação entre o sacerdote e o profeta, era praticamente um axioma[1] da escola superior de crítica de Wellhausen. O sacerdote era o representante formal e oficial da religião, enquanto já o profeta fora chamado para um tipo mais espiritual de religião. Estabeleceu-se uma reação contra essa falsa disjunção[2], e atualmente os estudiosos afirmam que a ênfase ao sacerdote e ao profeta não era necessariamente antagônica. Na verdade, existiam alguns (por exemplo, A. R. Johnson) que até mencionavam profetas ligados a seitas, afirmando que o profeta era, muitas vezes, um empregado da seita de que fazia parte. Do ponto de vista bíblico-teológico, podemos dizer que o profeta era um guardião da teocracia [grifo nosso]. De acordo com o costume da época, ele realmente tinha acesso à presença dos reis. Quando os reis teocráticos precisavam de algum encorajamento ou censura, o profeta estava sempre presente para oferecer ajuda (Is 7.3ss.; 37.5-7; 21.35). Era seu dever mostrar o curso de ação que Deus desejava que a nação adotasse [grifo nosso]. Portanto, os profetas não eram simples figuras políticas, mas pronunciavam-se sobre questões políticas, porque elas poderiam influir no futuro curso da teocracia.
Profetas falsos e verdadeiros. Era de se esperar que a verdadeira profecia sofresse a oposição dos imitadores (Dt 13.1-5). Alguns homens falavam em nome de outros deuses, mas alguns falavam falsamente em nome de Jeová. Um exemplo notável desses últimos foi Hananias, que falsamente profetizou a respeito do exílio (Jr 28). Para distinguir o verdadeiro profeta do falso que declarava falar em nome de Deus, havia o teste do cumprimento da profecia: seu cumprimento versus seu não-cumprimento (Dt 18.20-22; cf. Jr 28). No caso daqueles profetas que prenunciavam eventos em um futuro tão distante que não poderiam ser avaliados pelo teste do cumprimento, eles eram julgados pela sua doutrina, além de quaisquer eventos que pudessem ocorrer durante sua vida (cf. Jr 25.12; Dn 19.37). Às vezes, os falsos profetas eram apenas homens enganados (Lm 2.14; Ez 13.2-7), mas, em sua maioria, eram homens embriagados cuja principal preocupação era o dinheiro e os ganhos que poderiam auferir [grifo nosso] (por exemplo, Is 28.7; Dn 19.37).” (Texto extraído do “Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1608, 09).

Reflexão:
Não são os falsos profetas adivinhadores que leem a palma da mão, cartas de tarô ou falam segundo as estrelas os que entristecem profundamente aqueles que anseiam por ver a Deus glorificado. Na verdade, são aqueles que ministram em nome de Jesus nas nossas igrejas e conferências, os que partem o coração dos justos. Eles se entristecem porque, embora o ministério seja apresentado no nome de Jesus, não é desempenhado pelo seu Espírito.”
(John Bevere)

 
[1] É uma sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada e é considerada como óbvia ou como um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria, ou seja, é uma verdade evidente por si mesma (máxima, sentença).
[2] Separação, desunião, divisão.

Lição 07 - O Cuidado com as ovelhas ~ Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

O Cuidado com as ovelhas
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 23.1-4; João 10.1-5


Introdução
I. O que é um Pastor
II. Os pastores de Israel
III. Israel foi destruído por lhe falta verdadeiros pastores
IV. Os deveres das ovelhas
Conclusão



A FUNÇÃO PASTORAL NO CONTEXTO BÍBLICO
A função pastoral, sob o ponto de vista bíblico, é exercida pela característica marcante de Cristo: o Amor. O apóstolo Pedro delineou essa característica em sua epístola ao descrever no termo imperativo a função pastoral: “apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”[1]. A Escritura Sagrada quando descreve a função pastoral também enfatiza a possibilidade do Ministro desempenhar a função pastoral numa perspectiva oposta a de Cristo. O texto bíblico, para descrever a oposição a Cristo na função pastoral, cunha um termo carregado de significações em relação a um animal universalmente conhecido no Oriente (rejeição, desprezo, impuro, odiado, etc...): o Cão [sig. gr. kyon]. No sentido metafórico, o termo aparece nos seguintes textos (a conotação é de impureza moral na função pastoral): Is 56.10-12: “Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados e amam o tosquenejar. E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Vinde, dizem eles, traremos vinho e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso”. Fp 3.2: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!”. No texto de Apocalipse o Senhor Jesus demonstra a equiparação de feiticeiro, homicida, mentiroso, idólatra e a prostituição à categoria de Cães: Ap 22.15: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”. O texto de Isaías enfatiza que a classe que liderava o povo estava vivendo uma profunda crise de moralidade. Em Filipenses os falsos obreiros não se contentavam com o absoluto Evangelho da Graça. E em Apocalipse o Senhor Jesus sentencia os que se encontram nessas características. Os textos acima denotam o perigo que se encontram os líderes que perdem o foco de seu ministério, ao invés de gastarem suas vidas apascentando as ovelhas, gastam-na enriquecendo-se da “lã”, da “gordura” e de todas as “vantagens” que as ovelhas podem proporcionar ao seu ministério. Embasado no ensino apostólico de Pedro, John Macarthur, Jr. na obra “Ministério Pastoral, alcançando a excelência no ministério cristão” [Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p.47] exorta duas características que o Pastor não deve ter: Má Vontade e Torpe Ganância. O pastor deve evitar o trabalho de má vontade. O exercício do pastorado deve ser voluntário, espontâneo e consciente. A preguiça está ligada à má vontade, onde o pastor sofre a tentação de deixar-se levar em seu ministério para fazer somente aquilo que se sentir pressionado a fazer. Sobre a outra característica John Macarthur Jr aconselha: “[...] evitar a obra do ministério por torpe ganância [grifo nosso]: “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste”, afirmou Paulo aos presbíteros de efésios (At 20.33). “Ninguém pode servir a dois senhores”, declarou Jesus, “porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24). Isso é verdadeiro com relação aos pastores, dos quais Deus exige que não sejam cobiçosos de torpe ganância (1 Tm 3.3). São os falsos profetas que se empenham na busca frenética do lucro monetário ( veja Is 56.11; Jr 6.13; Mq 3.11; 2 Pe 2.3).
[...] O errado é permitir que o lucro financeiro seja a motivação para o ministério. Isso produz não apenas líderes falsos e ineficientes, como também degrada o ministério aos olhos do mundo [grifo nosso]. [...] O homem humilde, dedicado ao pastoreio das almas que Deus confiou aos seus cuidados, alcançará a incorruptível coroa de glória quando aparecer o Sumo Pastor (1 Pe 5.4)”[2]. O contexto atual que cerca o exercício do ministério pastoral urge que os pastores sejam homens desinteressados do lucro, da fama, do poder, do status quo, do espetáculo, mas estejam devidamente interessados nas pessoas e na proclamação do evangelho no mundo, a fim de que a mensagem seja acompanhada com a devida ação do Espírito e o propósito sincero de representar o interesse de Cristo em todas as esferas do seu ministério.

Reflexão:
“e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2Pe 2.3).