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1 de ago. de 2010

Lição 05 - Os Dons do Espírito Santo - Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Os Dons do Espírito Santo
Texto Bíblico: 1 Coríntios 12.4-11

DEFINIÇÕES GERAIS
Em seu sentido geral o termo “dom” tem mais de um emprego. Há os dons naturais, também vindos de Deus na criação, na natureza: a água, a luz, o ar, o fogo, a vida, a saúde, a flora, a fauna, os alimentos, etc. Há também os dons humanos, por Deus concedidos na esfera do ser humano: os talentos, os dotes, as aptidões, as prendas, as virtudes, as qualidades, as vocações inatas, etc.
O dom espiritual é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural pelo Espírito Santo, de capacidade divina sobre o crente, para serviço especial na execução dos propósitos divinos para e através da Igreja. “São como que faculdades da Pessoa divina operando no ser humano” (Horton). Dons espirituais como aqui estudados não são simplesmente dons humanos aprimorados e abençoados por Deus. As principais passagens sobre os dons espirituais são sete: 1 Co 12.1-11, 28-31; 13; 14; Rm 12.6-8; Ef 4.7-16; Hb 2.4; 1 Pe 4.10,11. Além destas referências, há muitos outros textos isolados através da Bíblia sobre o assunto. 

TERMOS DESIGNADORES

Dons espirituais.
Ou pneumatika (1 Co 12.1). Os críticos e opositores dos dons alegam que, no original, aqui, não consta a palavra “dom”. Não consta neste versículo, mas consta a seguir, em 1 Coríntios 12 e nos capítulos seguintes. O referido termo refere-se às manifestações sobrenaturais da parte do Espírito Santo através dos dons (cf. 1 Co 12.7; 14.1).
Dons da graça.
Ou charismata (1 Co 12.4; Rm 12.6). Falam da graça subsequente de Deus em todos os tempos e aspectos da salvação. 
Ministério.
Ou diakonai (1 Co 12.5). Isso fala de serviço, trabalho e ministério prático. São ministrações sobrenaturais do Espírito através dos membros da igreja como um corpo (1 Co 12.12-27).
Operações.
Ou energemata (1 Co 12.6). Isto é, os dons são operações diretas do poder de Deus para realização de seus propósitos e para abençoar o povo (cf. vv. 9,10).
Manifestação.
Ou phanerosis (1 Co 12.7). Os dons são sobrenaturais da parte de Deus; mas, conforme o sentido do termo original, aqui, eles operam igualmente na esfera do natural, do tangível, do sensível, do visível.   

Texto Extraído da obra: Verdades Pentecostais: Como obter e manter um genuíno avivamento pentecostal nos dias de hoje. CPAD, pp. 68,9

25 de jul. de 2010

Lição 04 - O Fruto do Espírito Santo *-* Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

O Fruto do Espírito Santo
Texto Bíblico: João 15.1,2,5; Gálatas 5.22-25

V. 22- Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade.

É notável a formulação desta frase em relação com o versículo 19. A mudança de “obras” para “fruto” é importante porque remove a ênfase do esforço humano. É significativo que Paulo use o singular “fruto” e não o plural “frutos”. Encabeçando a lista está ágape que aparece sempre ao final dos catálogos de virtudes e manifesta deste modo como princípio e fundamento de todas as demais virtudes. Este amor foi derramado em nossos corações com o Espírito Santo e se manifesta na fé enquanto amor “meu”. Ele dirige-se a Deus (Rm 8.28; 1 Co 2.9), a Cristo e ao próximo (Rm 13.8,10; Gl 5.13,14,etc). O amor de Cristo Jesus está dentro dos nossos corações, tendo sido derramado pelo Espírito Santo que atua como força vital divina que funde todos os carismas, é invariável e permanente. Seguindo o amor, está a palavra “alegria” (chará). É a alegria fundamentada num relacionamento consistente com Deus. Pode-se falar dela como uma alegria absoluta (2 Co 13.11; Fp 2.18; 4.4; 1 Ts 5.16), e também qualificá-la, baseada neste último fundamento, como alegria “no Senhor” (2 Pe 3.1; 4.4,10). A próxima palavra é “paz” (eirene). Várias vezes Paulo usa a expressão “Deus de paz, que indica o tipo de paz profunda por ele. Esta paz é muito consigo a serenidade mental, contrastando-se vivamente com as caóticas “obras da carne”. Em si mesmo, o Espírito está encaminhando para a paz, ordenada, que veio para judeus e gentios em Cristo Jesus. [...]Sendo parte do Fruto do Espírito a paz deve ser buscada. A palavra traduzida por “paciência e amabilidade” (makrothumia), significa longanimidade, paciência para suportar as injúrias de outras pessoas. É uma característica de Deus e de Cristo atuar com amabilidade. É uma propriedade essencial do amor. A palavra “bondade” (chrestótes) tem seu uso comumm tanto no grego bíblico, quanto no eclesiástico. [...] Em Paulo, significa benignidade, gentileza. Refere-se a uma disposição gentil e bondosa para com os outros, é característica de “ser bom”. A palavra traduzida por “fidelidade” (pístis), na maioria dos casos em que ocorre no Novo Testamento significa a fé que é confiança, entrega e obediência totais no que diz respeito a Cristo. [...] Traz o sentido de fidelidade a padrões da verdade ou no sentido de fidedignidade no trato com outras pessoas.

V. 23- Mansidão e domínio próprio.

“Mansidão” (prautes) é doçura, conduta suave, atitude pacífica com o próximo. Contém um sentido de brandura que é visto como disposição de submeter-se à vontade de Deus. É uma característica especial dos cristãos enquanto pessoas espirituais. Este fruto deve ser usado sempre que aparece a ira. A outra palavra é “domínio próprio” (egkrateia), significa autocontrole, a característica de ter domínio sobre seus próprios apetites. [...] Ela não significa somente capacidade de controle, mas de uma forma mais ampla: o autodomínio e disciplina sexual. Texto extraído da obra: Comentário de Gálatas. CPAD, 2009.

Lição 03 - Conhecendo o Espírito Santo ** Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Conhecendo o Espírito Santo
Texto Bíblico: João 14.16,17; 16.7-14

A dispensação do Espírito começou quando Jesus chegou ao céu, após a sua ascensão, enviou o Espírito Santo para o mundo (At 2.32,33) para ficar conosco ( Jo 14.16), e não como no tempo do Antigo Testamento, quando o Espírito Santo somente se manifestava esporadicamente ( 1 Sm 10.10; 16 .13; Nm 11.25; Mq 3.8, etc.). Ele anuncia as coisas de Deus (Jo 16.15). Nessa dispensação, tanto Deus quanto o Filho operam através do Espírito Santo ( At 14.27;21.19; 14.3, etc.).

A própria Bíblia focaliza três fases:

· No Antigo Testamento vemos Deus agindo, falando, guiando e operando.
· Os Evangelhos focalizam Jesus como o Salvador que ensinou o caminho da salvação e, depois, com a sua vida entregue à morte, ganhou a eterna salvação.
· Nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas a atenção é fixada no Espírito Santo, quando Ele é aplicado à obra de Cristo e faz com que a vida espiritual se aperfeiçoe.

Embora o Espírito Santo venha operando desde o dia de Pentecoste, a palavra profética prevê um derramamento ainda maior nos últimos tempos. O Espírito Santo ajuda o crente a entregar-se inteiramente ao Senhor, para assim dominar a sua velha natureza (Gl 5.16,17). Texto adaptado do livro: Introdução à Teologia Sistemática, CPAD.

8 de jul. de 2010

Lição 02 - Conhecendo Jesus ☺ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis.

Conhecendo Jesus
Texto Bíblico: João 1.10-18

“E o verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14a). Com essas magistrais palavras o discípulo amado sintetizou o mistério da encarnação e das naturezas divina e humana coexistindo na pessoa única de Cristo. Jesus é Deus, o Verbo, mas também é homem, pois “se fez carne e habitou entre nós”. O verbo, que, sem deixar de ser Deus, se fez homem (Fp 2.6,7). Quando o Senhor Jesus viveu aqui na terra, ele foi 100% homem e 100% Deus. Não podemos negar a natureza humana de Cristo. Professor para que seus alunos compreendam essa verdade, prepare a seguinte “boa ideia”:

Material: Uma jarra transparente, um copo com açúcar, um copo com suco em pó, copos descartáveis e uma colher.
Procedimento: Coloque água potável na jarra. Cole uma tira de papel na frente do copo de açúcar indicando “verdadeiro Deus” e seus atributos: curou, libertou, recebeu adoração. No copo com suco, cole a tira com a seguinte inscrição: “verdadeiro homem” e seus atributos chorou, sentiu fome, sentiu sede. Comente que Cristo veio ao mundo na forma humana enquanto derrama o pó do suco na água e que Cristo tinha os atributos de Deus enquanto derrama o açúcar. Misture os ingredientes e pergunte se há possibilidade de separação? Este suco representa Cristo. É heresia negarmos a sua divindade, assim como a sua natureza terrena. Ele não é metade Deus e metade homem. Ele é 100% Deus e 100% homem, mas sem o pecado. Ele é homogêneo como este suco. Depois distribua o suco para os alunos. 
Receber a Cristo implica em acreditar na sua divindade e na sua natureza terrena.

Lição 01 - Conhecendo Deus ~ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis.


Conhecendo Deus


Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis.
Subsídios para as lições do 3º Trimestre de 2010
TEMA:
O adolescente e seus relacionamentos
Texto Bíblico: Isaías 44.6-8; 43.10






DEUS E SUA EXTRAORDINÁRIA SOBERANIA
O que descobrimos quando lemos a Bíblia como um todo singular e unificado, com a mente alerta para observar seu foco real? Descobrimos simplesmente isto: A Bíblia não é prioritariamente sobre o homem. Seu tema é Deus. Ele (se a frase for permitida) é o ator principal da história no drama, o herói da história. A Bíblia é uma visão factual do seu trabalho nesse mundo – passado, presente e futuro, com comentários explanatórios de profetas, salmistas, sábios, e apóstolos. O seu tema principal não é a salvação do homem, mas a obra de Deus vindicando seus propósitos e glorificando-o num cosmos pecaminoso e desordenado. Ele faz isto estabelecendo o seu reino e exaltando o seu filho, criando um povo para adorá-lo e servi-lo, e enfim, desmantelando e reagrupando esta ordem de coisas, erradicando o pecado deste mundo. É dentro desta larga perspectiva que a Bíblia ajusta a obra de Deus de salvar homens e mulheres. Ela descreve Deus como mais do que um arquiteto cósmico distante, ou um titio celestial onipresente, ou uma força de vida impessoal. Deus é mais que qualquer deidade inferior substituta que habita as mentes do século XX. Ele é o Deus vivo, presente, ativo em toda parte, “glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas” (Êx 15.11). Ele dá a si mesmo um nome – Yahweh (Jeová [Senhor]; veja Êx 3.14,15; 6.2,3), o qual seja traduzido por “Eu sou o que sou”, ou “Eu serei o que serei” (o hebraico significa ambas as coisas), é uma proclamação de sua auto-existência e auto-suficiência, sua onipotência e sua liberdade ilimitada de agir. Este mundo é de Deus; Ele o fez e Ele o controla. Ele “faz todas as coisas, segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.11). Seu conhecimento e domínio estendem-se às menores coisas: “E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados” (Mt 10.30). “O Senhor reina” – os salmistas fazem desta verdade imutável o começo de seus louvores, repetidas vezes (veja Sl 93.1; 96.10; 97.1; 99.1). Embora assolem forças hostis e ameace o caos, Deus é rei. Por conseguinte, seu povo está a salvo.
Texto extraído da obra: “PACKER, J. I. O Plano de Deus Para Você. Rio de Janeiro, CPAD, pp.22,23

18 de jun. de 2010

Lição 09 - Eu & o virtual '' Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Eu & o virtual
Texto Bíblico: Provérbios 1.7,33; 2.11-13,20; 10.23

Caro professor, é urgente a necessidade de dialogar com os jovens de nossas igrejas acerca dos perigos nos relacionamentos que os cercam! O apóstolo Pedro no capítulo 5 e versículo 8 de sua primeira carta diz: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar “. O contexto remoto desse parágrafo deixa claro que o apóstolo Pedro está falando para os jovens da igreja. Portanto, é fundamental que a constante vigilância seja redobrada com as informações de cunho virtual, porque é a maneira mais astuta de enganar jovens que estão dentro de suas próprias casas. O comentarista Matthew Henry, sobre Provérbios 1.7-10, expõe[1]:

Néscias são as pessoas que não têm sabedoria e seguem seus próprios artifícios, sem considerar a razão nem a reverência para com Deus. As crianças são criaturas que raciocinam, e quando lhes dizemos o que fazer, devemos dizer-lhes o motivo. Portanto, é necessário que com a instrução haja uma lei. Que as verdades e mandamentos divinos sejam para nós altamente honoráveis; valorizemo-los e então o serão para nós. As pessoas más exercem zelo para seduzirem as demais, a fim de levá-las às sendas do destruidor, e os pecadores amam a companhia para pecar. Porém, terão muito pelo que responder. Quão cautelosos devem ser os jovens! (4.32). Não consintamos nem falemos como os ímpios falam, nem ajamos como eles agem, nem tenhamos comunhão com eles. Quem poderia pensar que, para certos homens, é um prazer destruir os outros.

Professor, incentive, neste domingo, o seu aluno a fazer uma análise crítica e coerente com os preceitos cristãos de todos os seus relacionamentos, mostrando que o seu bem e de sua família pode ser garantido a partir desse exercício crítico. Boa Aula!


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[1] HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. Rio de Janeiro, 3. Ed. CPAD, 2003, p. 508.

21 de mai. de 2010

Lição 08 - Ser ou ter? Eis a Questão? ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis.

Ser ou ter? Eis a Questão?
Texto Bíblico: Mateus 5.1-12

JESUS FALA DAS BEATITUDES / 5.1-12/49
Mateus 5—7 é chamado de Sermão do Monte porque foi proferido por Jesus sobre um monte perto de Cafarnaum. É provável que esse sermão seja o resultado de vários dias de pregação. Nele, Jesus revelou sua atitude em relação à lei de Moisés, explicando que ela exige uma fiel e sincera obediência, não uma religião cerimonial. O Sermão do Monte desafiava os ensinos dos orgulhosos e legalistas líderes religiosos daquela época. Ele conclamava o povo para ouvir as mensagens dos profetas do Antigo Testamento que, como Jesus, haviam ensinado que Deus quer obediência sincera, e não mera e legalista obediência às leis e rituais. A parte mais conhecida do Sermão do Monte é chamada de Beatitudes (5.3-10). Elas são uma série de bênçãos prometidas àqueles que colocam em prática os atributos do Reino de Deus. As Beatitudes:
  • Apresentam um código de ética para os discípulos e um padrão de conduta para todos os crente,
  • Fazem um contraste entre os valores do Reino (que são eternos) e os valores mundanos (que são temporários),
  • Fazem um contraste entre a “fé superficial” dos fariseus e a fé verdadeira que Cristo deseja, e
  • Mostram como o futuro Reino cumprirá as expectativas do Antigo Testamento.
5.3 As Beatitudes descrevem como os seguidores de Cristo devem viver. Cada uma delas mostra como alguém pode ser bem-aventurado. Ser bem-aventurado significa ter mais do que felicidade; significa receber o favor e a aprovação de Deus. De acordo com os padrões mundanos, os tipos de pessoas descritos por Jesus não parecem ser particularmente abençoados por Deus. Mas a forma de vida que agrada a Deus geralmente contradiz a forma de vida do mundo. Jesus explicou: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus.” Somente aqueles que humildemente dependem de Deus são admitidos no Reino dos céus. Somente aqueles que humildemente dependem de Deus são admitidos no Reino dos céus. A consumação final de todas essas recompensas do Reino se encontra no futuro.

Entretanto, os crentes já podem compartilhar o Reino (que já foi revelado), vivendo de acordo com as palavras de Jesus.

18 de mai. de 2010

Lição 07 - Estudar é preciso ~ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Estudar é preciso
Texto Bíblico: Daniel 1.1-21; 2.46-48; 3.28-30

CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO
Para enriquecer ainda mais a sua aula deste domingo, seria interessante você aplicar um teste vocacional em sua turma. Se não tiver como levar um psicólogo, indique os seguintes sites para que os próprios adolescentes façam:

http://www.oportaldosestudantes.com.br/testevoc.asp
http://www.carlosmartins.com.br/testevocacional.htm

O site vestibular 1 oferece as seguintes recomendações na hora de escolher uma carreira profissional:


Lembre-se primeiro dos aspectos de suas necessidades e projetos pessoais como:
Satisfação pessoal - Prestígio - Dinheiro - Fama - Independência  

Antes de escolher o curso que vai fazer, reflita a respeito das questões que são importantes para você:
01 - prazer
02 - dinheiro
03 - negócio próprio ou independência
04 - fama
05 – respeito de todos
06 - ser solidário ou trabalhar em grupo
07 - trabalhar sozinho 
08 - trabalhar pouco
09 - trabalhar à noite
10 - viajar muito ou morar no exterior
11 - conviver com idosos, ou crianças
12 - viver perto da natureza e de animais
13 - aprender sempre, fazer carreira acadêmica
14 - ler muito, pesquisar sempre
15 - ensinar 
Crédito: http://www.vestibular1.com.br/testes/testevoc2.htm

5 de mai. de 2010

Lição 06 - Eu & os Amigos *~* Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Eu & os Amigos
  Texto Bíblico: Lucas 6.27-38

O Melhor dos Amigos
Professor, podemos conceituar o termo “Amizade” como “sentimento fiel de afeição, apreço, estima ou ternura entre pessoas”. A importância da amizade é sentida nos relacionamentos pessoais, onde fica claro que o ser humano tem inerente em sua natureza a sociabilidade.
Por isso, no texto bíblico encontramos diversas vezes a preocupação do Senhor em relação aos relacionamentos de amizade dos homens: A amizade de Davi e Jonas (1 Sm 18.1-6); o sábio rei Salomão enfatiza a importância da amizade (Pv 18.24); o próprio Jesus fala do relacionamento com o próximo (Lc 6.27-38).
A obra “Graça diária”, ao tratar da amizade, expressa o seguinte:

“No início do épico de J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, Gandalf designou uma difícil tarefa ao seu jovem, ingênuo e despreparado amigo Frodo. Era uma tarefa que expandiria o seu pequeno mundo e transformaria a sua vida para sempre. Uma tarefa que precisava ser realizada, mas era tão difícil que ele não podia garantir que Frodo seria bem sucedido. Mas ele pôde oferecer este poderoso conselho: “... você não deve ir sozinho, não sem conhecer alguém em quem confie, e que esteja disposto a estar ao seu lado... mas se procurar alguém para acompanhá-lo, seja cuidadoso na escolha!” A comunhão com outros crentes pode fazer a diferença entre atravessar uma situação difícil e deixar que o mundo o vença. Partilhar as suas alegrias, tristezas, esperanças e frustrações com alguém podem fortalecê-lo como indivíduo e ajudá-lo a definir as providências a tomar. A comunhão ajuda-o a transmitir o amor de Cristo a outros. À medida que você aprende a confiar em outras pessoas, estas aprenderão a confiar em você. E, por meio da comunhão, você poderá sentir diretamente a graça de Deus quando vir outros lhe estendendo gentileza e compaixão justamente quando você precisar. Lembre-se, até mesmo Paulo precisou de um amigo como Barnabé ou Silas para dividir o peso do seu ministério e ter comunhão. Procure maneiras de construir amizades cristãs na sua igreja, em um grupo de estudo bíblico do qual participe ou até mesmo no trabalho. Peça a Deus que traga amigos a sua vida, e dedique algum tempo para descobrir pessoas que desejam ter comunhão com você.”
Texto Extraído da obra:Graça Diária. Rio de Janeiro, CPAD, p. 71
A amizade é imprescindível à construção da comunhão. A realização de encontros, cultos que expressem a criatividade da juventude e bons relacionamentos, apresentará à juventude a oportunidade da edificação de grandes amizades. Boa Aula!

“Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo.”
Gálatas 6.2

2 de mai. de 2010

Lição 05 - Eu & a Pátria ( '_' ) Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Eu & a Pátria
 Texto Bíblico: 1 Timóteo 1 Pedro 2.11-18

O Conceito de Política
Prezado professor, na aula de hoje é importante conceituar o termo “Política”. A lição de hoje vai discorrer sobre a relação do crente com a sua nação, neste aspecto, o entendimento do termo “Política” é fundamental para o início de um diálogo embasado. Incentive o seu aluno a estudar o tema, explique a ele que toda a nossa vida social está condicionada às decisões políticas. Tais como: emprego, faculdade, cultura, economia, turismo (nacional e internacional), entretenimento, compra de roupas (taxas de juros), shoppings, etc.


Conceituando “Política” [1]

“O vocábulo “política” vem do grego, polis, “cidade”. A política, pois, procura determinar a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social. Ela procura definir quais são o caráter, a natureza e os alvos do governo. Trata-se do estudo do governo ideal” (Enciclopédia de Bíblia, Filosofia e Teologia, p. 769). “Política significava, originalmente, o conhecimento, a participação, a defesa e a gestão dos negócios da polis. (Cidade-Estado, na Grécia – citado em Cristianismo e Política, p.19). Segundo Champlin e Bentes: “A política é um dos seis ramos tradicionais da filosofia. Platão pode ser caracterizado como o pai da política, porquanto em sua filosofia, sobretudo em seu diálogo intitulado República, ele desenvolveu uma extensa teoria política. A filosofia política ocupa-se com a conduta ideal do Estado, como ética das sociedades organizadas” (Enciclopedia de Bíblia, Teologia e Filosofia, p. 788). Além de Platão, outros grandes filósofos idealizaram a filosofia política, enfatizando certos aspectos considerados preponderantes sobre os outros na sociedade. Enquanto Platão enfatizava o predomínio do indivíduo, sobretudo dos filósofos, e defendia um Estado comunista; Aristóteles destacava o valor da família como “unidade central do Estado e não o indivíduo...”; propugnava um sistema misto de governo, com destaque para um tipo de democracia (não popular) criticando o Estado comunista defendido por Platão (ibidem, p. 789). Agostinho via a política como a reguladora dos conflitos entre a Igreja e o Estado; o filósofo italiano Maquiavel defendeu a supremacia do Estado, advogando que todos os meios seriam lícitos, desde que os fins fossem bons. É a famosa máxima segundo a qual “os fins justificam os meios”.


Boa aula!


Referência Bibliográfica

RENOVATO, Elinaldo. Ética Cristã, confrontando as questões morais do nosso tempo. Rio de Janeiro, CPAD.

27 de abr. de 2010

☆☆ Lição 04 - Eu & a terceira idade ☆☆ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis ☆☆

Eu & a terceira idade
Texto Bíblico: 1 Timóteo 1.17-19;4.12-16

A atitude de trabalhar para Deus não está limitada somente aos jovens ou aos adolescentes. Os idosos também podem produzir muitos frutos espirituais ao transmitir suas experiências aos mais jovens. O convívio com os idosos da igreja pode fazer brotar bons frutos na vida do jovem Cristão. Este relacionamento tem muito a contribuir para ambos, devido à junção da sabedoria dos idosos e a força dos jovens. Sabendo disso, Satanás tem construído muralhas entre os jovens e os idosos, até mesmo na Igreja do Senhor. Os cultos da juventude são separados dos idosos e vice-versa. Professor, não permita que “o choque de gerações” crie um abismo entre os seus alunos e os anciãos da Casa de Deus. Faça a sua parte, ajustando e estreitando o vigor e a experiência advindos da comunhão entre jovens e velhos. Texto adaptado da: revista Pré-Adolescente 7, CPAD

Boa ideia!
O fato de existirem pessoas de várias idades que ainda não conhecerem a Jesus favorece o evangelismo, pois os jovens podem testemunhar não só para os da sua idade. Professor promova uma visita a um asilo de não-crentes. Os jovens podem preparar uma apresentação para os idosos (peça ou louvor).

Lição 03 - Pais & Filhos ☆ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Pais & Filhos
 Texto Bíblico: Filipenses 2. 5-8, 11

Prezado professor, nesta lição, o assunto tratado é de máxima importância para a família: o relacionamento entre Pais e Filhos. Os adolescentes têm em seu grupo de convívio o relacionamento mais voltado para os padrões de comportamento estabelecido pelo próprio grupo. Naturalmente esse padrão se choca com o nível de relacionamento estabelecido com os pais. O contexto contemporâneo (a predominância da mulher no mercado de trabalho, a maturidade precoce dos jovens, a carga horária mais longa no compromisso profissional, o ativismo na igreja) modificou, e muito, as bases de relações familiares. Com isso é muito comum observar relações estremecidas e malfadadas devido a essas circunstâncias externas que sobrepõem o núcleo da família. Professor, procure enfatizar o texto de Efésios 6.1-4, enfatizando as bênçãos que seguem os que honram os seus pais, bem como o que se espera dos pais em relação aos filhos. Mostre que o padrão bíblico para a relação é de mão dupla, nunca unilateral. Nos dias hodiernos, é fundamental exercitar uma reflexão da realidade dos fatos e demarcar o padrão escriturístico para a realidade das novas bases de relacionamentos construídas em nossa sociedade.

Uma reflexão prática para você

“Às vezes, temos a tendência raivosa de tomar satisfações por alguma coisa que nos atinge, mas nunca o resultado produz a paz, só a discórdia. Salomão, com certeza, experimentou algum tipo de experiência parecida, pois do alto de sua sabedoria, advertiu: Na multidão de palavras não falta transgressão, mais o que modera os seus lábios é prudente. Quando o nosso filho, ainda bem garoto, por volta dos dez anos, teve um desentendimento com um colega da mesma idade e chegaram às vias de fato, minha primeira reação e a de minha esposa foi a de procurar a mãe do menino para tomar satisfações. Mas a nossa reflexão foi mais forte do que a raiva do momento – egoísta, diga-se de passagem – e interrompemos o processo que estava em curso. Atualmente, os dois são jovens maduros, atuam na igreja, continuam amigos e participam do mesmo grupo musical. É bem provável que, se agíssemos daquela forma, alimentando a ofensa, os resultados, hoje, fossem outros. Outra consequência da não reparação da ofensa são as doenças psicossomáticas, que têm origem em mágoas não resolvidas, identificadas pelo autor de Hebreus como raiz de amargura. Não obstante os agentes externos, entre eles os vírus e bactérias, bem como predisposição genética, muitos médicos preferem acreditar que, no fundo, todas as doenças acabam entrando pela porta do desequilíbrio emocional, que debilita o sistema de defesa do organismo e o expõe à ação nociva dos agentes externos. A ira, por exemplo, é extremamente devastadora, como registrou Patrick Morley:

 
           A ira faz com que as glândulas supra-renais, a tireóide e a pituitária liberem toxinas na corrente sanguínea. Nossa ira (ou nosso medo) provoca ataques do coração, derrames, arteriosclerose, pressão alta, úlceras e outras doenças fatais.

No entanto, o que a medicina, hoje, admite como fato, apenas reafirma a autoridade da Bíblia até mesmo em questões relacionadas ao bem-estar físico.”
Extraído do livro: de
COUTO, Geremias do. Transparência da Vida Cristã. Rio de Janeiro. CPAD, 2001, p. 90.

11 de abr. de 2010

Lição 02 - Eu & a Igreja ~*~ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Eu & a Igreja
Texto Bíblico: 1 Coríntios 12.12-27

Nesta semana pesquise a respeito de músicas que fazem sucesso com os adolescentes, pois nesta faixa etária muitos hábitos e comportamentos são ditados por cantores, bandas e grupos mundanos. Como professor de adolescente, você já deve ter ouvido falar em Jonas BROTHERS, HIGH SCHOOL MUSICAL, HANNAH MONTANA, The Pussycat Dolls. Pesquise na internet a respeito desses grupos e esclareça seus alunos a respeito da origem desses grupos e da influência que exercem sobre o público. Por exemplo: as PUSSYCAT DOLLS têm sua origem na prostituição; e suas músicas possuem um conteúdo antibíblico. Já a estrela do High School Musical, que no filme aparece como uma doce menina, pura e de bom caráter, possui em seu currículo um escândalo com fotos inapropriadas veiculadas na internet. Além disso, numa entrevista ao jornal The Sun a atriz afirma que “ser uma mulher e poder mostrar um lado sexy te faz poderosa. Poder mostrar que você está confortável consigo mesma é bom. Eu sem dúvida posaria para uma revista sexy.” Em seguida, explique que o cristão, como sal da terra e luz do mundo, é quem deve influenciar e não ser influenciado. Aproveite para reforçar os princípios e valores cristãos ensinados pela Bíblia Sagrada. Enfatize também que esse estilo de vida baseado na Palavra de Deus é uma forma de adoração ao Senhor.

Uma meditação para você
“Você já olhou para a sua classe de alunos, e perguntou a si mesmo o que faz bem a cada um deles? Que desafio! Se você pedir, Deus poderá lhe dar a visão e o discernimento para entender as personalidades deles, que estão sendo influenciadas por você e por aqueles que estão ao redor deles. Como professor, a oportunidade de você influenciar os seus alunos é normalmente limitada a um curto ano. Mas mesmo neste curto período de tempo, Deus pode capacita-lo para canalizar a energia deles na direção correta, porque Ele tem uma grande visão para cada um. A visão Dele para os seus alunos é de ‘prosperidade e um futuro cheio de esperança’ (Jr 29.11 — NTLH). Os professores podem ser apenas uma pequena parte da equação, mas não subestime a maneira como Deus pode trabalhar por seu intermédio. A visão Dele é superior. Assim, enquanto você começa a conhecer estes alunos difíceis ou desafiadores, ou os preparados, ou os superficiais, peça que Deus lhe dê a visão Dele. Nas Escrituras, muitas pessoas viam Davi somente como um humilde pastor, mas Deus e o profeta Samuel viam Davi como um rei! Você pode ter alunos que sonham acordados; Deus pode os ter dotado de criatividade. Outros parecem não ter autoconfiança; Deus pode ter plantado neles sementes de verdadeira humildade. Outros, ainda, podem parecer teimosos ou obstinados; Deus pode estar desenvolvimento neles um caráter de persistência, para que sejam líderes políticos ou espirituais. Como é estimulante quando Deus compartilha a visão que Ele tem para cada um! Faça a sua parte ajudando-os a crescer, para que se tornem homens e mulheres que tenham um caráter temente e obediente ao Senhor.”

4 de abr. de 2010

Lição 01 - Eu & Jesus * * Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis.

Eu & Jesus



Tema do 2ª trimestre: O adolescente e seus relacionamentos

27 de mar. de 2010

Lição 13 - Love Story *.* Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Love Story
Texto Bíblico: João 3.16-21

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (16). Esta é a primeira menção ao amor de Deus neste evangelho. É um tema dominante no livro, embora pouco se fale até o capítulo 13.

Deus amou o mundo de tal maneira. Aqui, novamente, está a ideia do alcance universal. O evangelho é para todos os homens. Nenhum deles está excluído. Isto descreve por que Deus fez o que fez. Ele amou! A palavra em grego é egapesen. Este é o amor que se move pelos interesses do outro, sem pensar nos próprios interesses. É um amor que deseja arriscar tudo por alguma vantagem para outra pessoa, que não considera nenhum preço muito alto se outra pessoa puder receber algum benefício. O tempo aoristo do verbo indica que o ato de amor de Deus não é limitado pelo tempo e simultaneamente é único e completo. É o amor absoluto!

Deu o seu Filho unigênito. Embora este ato seja muito mais frequentemente descrito pelo verbo ‘enviar’ (e.g.3.17,34; 6.29,38-40), aqui a ideia enfatizada é a do presente de Deus para o homem (cf. 4.10). Outra vez, o tempo do verbo dar se refere a um ato absoluto e completo (cf. Hb 10.14). Ele deu o seu Filho unigênito, ou seja, a Dádiva que era mais preciosa, e ‘o título ‘unigênito’ é acrescentado para destacar este conceito.’

... Todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. As alternativas estão definidas. Elas são a vida e a morte! A Dádiva de Deus tornou possível que o homem faça a escolha, a resposta da fé. Os verbos perecer e ter estão em tempos diferentes no original. O primeiro está em aoristo e significa ‘de uma vez por todas’, expulso para a escuridão exterior. O último está no presente, indicando uma vida eterna presentes e duradoura.

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (17). A palavra condenar pode ser traduzida como ‘julgar’, e isto se aplica ao seu uso nos dois versículos seguintes. O propósito da Dádiva de Deus não era levar os homens a um julgamento, mas sim à salvação. Apesar disso, o julgamento é inevitável, e é próprio homem que o causa, quando se recusa a aceitar a Dádiva mediadora e expiatória de Deus. ‘O homem é livre para escolher o tormento sem Deus ao invés da felicidade em Deus; é como se ele tivesse o direito de ir para o inferno.’

O julgamento e a condenação não vêm para o homem que tem fé, porque quem crê nele não é condenado (18). A tradução literal seria: ‘Aquele que põe a sua nele [i.e., em Jesus Cristo] não está sendo julgado.’ Quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. Esta afirmação forte por si mesma adquire um novo peso de advertência quando consideramos o tempo dos dois servos: está condenado e não crê. No grego, ambos estão em tempo passado perfeito, apresentando um estado presente que é o resultado de uma ação passada. Assim, nesta vida, a condenação é um fato porque quem não crê já foi julgado. A condenação é um estado presente porque o que não crê se recusou a crer.

Existe uma ‘porta aberta para a vida’, a vida de Deus para os homens. Ela tem três características: 1. É o presente de Deus que vem de cima (3,16); 2. Só vem para aqueles que têm fé (15,16); 3. A alternativa para a vida é o julgamento de Deus (18). Com o versículo 19, o exemplo passa da vida para a luz, e da falta de fé para as trevas. A razão pela qual os homens passam pelo julgamento e pela condenação é: Que a luz veio ao mudo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más (19; cf. 1.4, 9-11; 8.12; 9.4,5).” (Comentário Bíblico Beacon, CPAD, pp.51-52)

24 de mar. de 2010

Lição 12 - Pobreza é maldição? *** Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Pobreza é maldição?
Texto Bíblico: Tiago 2.1-9
 
“Jesus: Uma finalidade em si mesmo”
Depois da ressurreição os discípulos de Jesus nunca mais o consideraram um meio para atingir suas finalidades. Para eles, Ele era o fim. Os seguidores de Cristo tinham de fato internalizado a mensagem que seu Senhor pregara através de sua vida e dos seus lábios. Depois de algumas cabeçadas, acabaram compreendendo que seu tesouro estava noutro reino e que eram simplesmente embaixadores, viajantes e peregrinos. Os discípulos também reconheceram que aqui não era seu lugar final de habitação. Descobriram que seu destino era a eternidade. Cristo não veio nos trazer prosperidade financeira, mas redirecionar nossa atenção para valores eternos. Até mesmo agora as palavras do Mestre ressoam com sua autoridade divina. [...] (Mt 6.19,20). Quão magnífica deve ter sido a visão daqueles que contemplaram o Senhor, de pé na praia do mar da Galileia, apelando apaixonadamente a seus seguidores que não trabalhassem por aquilo que perece, mas pelo que permanece para a vida eterna (Jo 6.27). Quanto ainda da Escritura precisamos para ver a bancarrota do ensino da Fé sobre a prosperidade material? Haveríamos de lembrar-nos do relato de Cristo sobre o rico e Lazáro, em Lucas 16.19-31? O rico, que passou sua vida terrena no luxo, nem ao menos foi dignificado com um nome na eternidade. Mas Lázaro, que aqui viveu em condição de extrema pobreza, recebeu consolo no Reino eterno (v.25). [...] A cultura norte-americana é obcecada pela mobilidade para cima, tanto social como econômica, num domínio desavergonhado do materialismo crasso, sendo precisamente disso que se tem gloriado o movimento da Fé. Esse movimento alimenta-se da ideia que os ‘afilhados de Deus’ podem adquirir riquezas sem trabalho e dólares sem disciplina. Seu lema não é o auto-sacrifício, mas o autoengrandecimento. E, o que é triste, uma porção significativa do cristianismo contemporâneo tem comprado a mensagem de que só estaremos vivos nesta terra uma vez, pelo que seria melhor vivermos para nossos próprios deleites. Não mais entoamos: ‘Entrego tudo’. Antes, dizemos: ‘Trago tudo à existência pela fórmula da fé.’ [...] Em aguda distinção, as Escrituras nos recomendam a não nos amoldar aos padrões deste mundo, mas ser transformados mediante a renovação da mente. Somente então seremos capazes de experimentar ‘qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus’ (Rm 12.2).


A pobreza é igual à piedade?

Tendo dito tudo isso, deixe-me esclarecer que não associo a pobreza com a piedade (embora os pobres tenham um lugar especial no coração de Deus; veja Lucas 6.20). A questão não está com o que temos, mas no que fazemos com aquilo que temos. Nosso tempo, talento e tesouros deveriam ser usados para a glória de Deus e não para nosso lucro pessoal. Estou persuadido de que a Bíblia ensina uma certa forma de capitalismo cristão — em outras palavras, nossa responsabilidade inclui as riquezas materiais. A Bíblia, contudo, não promove a possessão de dinheiro para usufruto indiscriminado; ao contrário, encoraja-nos a usá-lo em favor do Reino de Deus.
(HANEGRAAF, Hank. Cristianismo em crise. pp.204-206 )

14 de mar. de 2010

Lição 11 - O Império contra-ataca ઇઉ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

O Império contra-ataca
Texto Bíblico: Daniel 2.31-44

“...ouro...prata...cobre”. Quase todos os intérpretes do livro de Daniel seguem a mesma linha de pensamento diante dos versículos trinta e dois a trinta e cinco:
1) A cabeça do colosso representava o Império Babilônico. Esta interpretação é tanto teológica como bíblica, como se pode depreender do versículo 38 do presente capítulo.
2) O peito e os braços de prata representavam o Império Medo-Pérsia, com Dario e Ciro, respectivamente. A propriedade de uma imagem de um homem representar estes dois impérios é evidente.
O Império duplo da Média- Pérsia é representado pelos dois braços, e a sua unidade pelo peito do colosso. Em figura geral: os dois braços são Dario e Ciro. Geograficamente falando, Dario é o braço esquerdo da imagem, enquanto que Ciro é o direito. Esses dois monarcas são chamados também, na simbologia profética, de “Os tufões de vento do Sul (Sul de Babilônia), que tudo assolam” (Is 21.1). 3) O ventre e as coxas representavam o Império Greco-macedônio.

2.33: “As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.”
O presente versículo descreve a quarta e a quinta parte da composição da terrível estátua. É evidente que as pernas de ferro são o Império Romano, que começou com uma unidade, mas depois foi dividido; é representado pela parte inferior do corpo, dividindo-se nas duas pernas. Estas correspondências encontram-se outra vez nas outras visões deste livro. Este império de ferro teve um princípio de unidade, mas mesmo assim, essa foi fundada dentro dum paralelismo (as duas pernas).
Roma:
1) Fundada por dois irmãos: Rômulo e Rêmulo; depois Rômulo se desentendeu com Rêmulo e o matou em combate.
2) Governada por monarquia e república. (Mais tarde:)
3) Divisão do império em dois: o do Ocidente e o do Oriente. Condição atual: Socialismo x Capitalismo. Comunismo x Religião. Portanto, como bem pode ser depreendido dos textos divinos, o ferro seguirá misturado com o barro até o fim da presente Era (Ap cap 17).

2.34: “Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barros, e os esmiuçou.”
“...feriu a estátua nos pés...” O texto em foco merece toda a nossa especial atenção. Ele mostra como as Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe. A pedra (Cristo), cortada do monte, haveria de ferir a estátua, não na cabeça (Império Babilônico); nem no peito e braços (Império da Medo-Pérsia); nem no ventre e coxas (Império Greco-macedônio) nem nas pernas (Império Romano daqueles dias); mas cairá sobre os “pés” do colosso (fragmentos do Império Romano restaurado: os dez reis escatológicos). Isso ocorrerá no vale de Armagedom. Isso acontecerá em virtude das predições contemporâneas preditas pelos apóstolos e pelo próprio Senhor (Mt 24.30); elas indicam que no retorno de Cristo à Terra, com poder e grande glória, Jesus será visto fisicamente na Palestina, quando forças confederadas do Anticristo tiverem conquistado a Terra Santa, ameaçando aniquilar o povo judeu. Devemos observar que, quando o Filho de Deus veio a este mundo (durante o Império das pernas de ferro), Roma, não sentiu nada, não sentiu qualquer choque, nem começou a enfraquecer. Ao contrário, sob esse império de ferro foi morto nosso Salvador. Portanto, é evidente que a pedra cairá “nos pés” da estátua, numa era ainda futura.

2.35: [...]
O presente versículo descreve aquilo que acontecerá na vinda de Cristo a este mundo com poder e grande glória. Isso se encontra narrado em vários de seus elementos doutrinários.
A pedra que esmiuçou a grande estátua pode ser representada num sentido tríplice:
1) Cristo – sentido lato.
2) A Igreja.
3) O Reino de Deus. (Ver Is 2.2; Mt 16.18; 1 Pe 2.5.)
O choque da grande pedra cortada da montanha terá lugar no vale do Armagedom, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso, e evidentemente, no tempo dos dez dedos da imagem. Jesus deixou muito claro este assunto em Mateus 21.44.”
Extraído do livro: SILVA, Severino Pedro da. Daniel versículo por versículo. CPAD. pp.42-44

6 de mar. de 2010

Lição 10 - Moralidade, o que é isso? ♥ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Moralidade, o que é isso?
Texto Bíblico: Mateus 5. 13-16

 A REALIZAÇÃO E A FINALIDADE DAS BOAS OBRAS

Prezado professor, procure enfatizar nesta lição duas esferas: a realização de boas obras entre os que não as têm e a finalidade da Luz (obra), que deve resplandecer, visando o estabelecimento consistente de uma prática verdadeiramente cristã.

 A realização das boas obras

Cristo designou que seus discípulos fossem Luz e Sal no mundo. E a implicação deste desígnio é a realização de boas obras. Em Efésios 2. 10, o apóstolo afirma “...criados, em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”. As boas obras entre os que não as praticam, levarão tais pessoas a compreenderem o significado do cristianismo. Essas boas obras não devem ser realizadas para nossa ostentação, mas para a edificação dos outros. Os que estão à nossa volta não precisam apenas ouvir falar das nossas obras, mas vê-las, para se convencerem de que a nossa fé é mais do que simples palavras e que estamos debaixo do poder do seu autor e consumador (Hb 12.2).

 A finalidade da obra

O texto bíblico em estudo diz no v.16: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.”, a finalidade da obra é que a luz resplandeça, a fim de que vejam as boas obras e sejam levados a glorificar, não a nós, mas a Deus. A glória de Deus é o bem supremo que devemos procurar em tudo que fazemos em nossa vida cristã (1Pe 4.11). A nossa glória é nos empenharmos em glorificar a Deus e motivar os outros a glorificá-lo. Tais atitudes refletem uma vida cristã autêntica e levam as pessoas, de fato, reconhecer que essa vida só é possível por meio da ação divina no homem.

27 de fev. de 2010

Lição 09 - Acharam a Arca de Noé? ☺ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Acharam a Arca de Noé?
Texto Bíblico: 2 Timóteo 3.16,17 e 2 Pedro 1.20,21

Antes do nascimento da arqueologia, ninguém tinha realmente ideia de como era o mundo da Bíblia. As concepções eram puramente imaginárias. Como consequência, os comentários da Bíblia eram recebidos quase do mesmo modo que os contos mitológicos dos gregos e romanos. Não que as pessoas rejeitassem a Bíblia como verdade. Mas o mundo da Bíblia lhes parecia um planeta diferente, e seus personagens, uma população alienígena, cuja aparência e maneira de viver assemelhavam-se mais ao universo dos sonhos que à realidade. A arqueologia revelou as cidades, os palácios, os templos e as casas dos que conviveram com os indivíduos cujos nomes apareceram nas Escrituras. Coisas palpáveis podem assistir a fé em seu crescimento. A arqueologia traz à luz os remanescentes tangíveis da história, permitindo a criação de um contexto razoável para o desenvolvimento da fé. Permite também que fatos a sustentem – a confirmação da realidade dos personagens e eventos bíblicos. Assim, céticos e santos podem, do mesmo modo, perceber a mensagem espiritual arraigada à história. O arqueólogo Bryant Wood, diretor da Associates for Biblical Research (Associados para a Pesquisa Bíblica), comenta o assunto ao discorrer sobre a descoberta do nome “Casa de Davi” numa coluna de Tel Dã: Sabemos que Davi é uma figura histórica porque ele é mencionado na Bíblia, mas isso não é suficiente para os eruditos. Eles precisam de evidências extra-bíblica. Então, a arqueologia bíblica pode desempenhar um importante papel, verificando a verdade das Escrituras em face da crítica que hoje recebemos da moderna erudição.
Texto extraído do Livro: Pedras que Clamam, CPAD

21 de fev. de 2010

Lição 08 - Quando o mundo vai acabar? •---» Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Quando o mundo vai acabar?
Texto Bíblico: Mateus 24.1-14

Muitas vezes Jesus enfatizou a importância de estarmos preparados e vivermos na iminência de sua Vinda (Mt 24.42,44,50). Jesus comparou o mundo prevalecente na ocasião de sua vinda com o mundo dos dias de Noé. A despeito dos avisos, da pregação, da construção da arca, da reunião dos animais, as pessoas estavam distraídas e despreparadas. Na realidade, não acreditavam na vinda do julgamento de Deus. Para essas pessoas, o dia do dilúvio amanheceu como qualquer outro: planejaram suas refeições, seus momentos de lazer, suas festas, seus casamentos. Mas naquele dia o mundo, como o conheciam, acabou. Da mesma forma, o mundo dos dias de hoje prosseguirá às cegas, fazendo seus próprios planos. Mas um dia Jesus repentinamente virá (Mt 24.37-39). Para enfatizar que sua vinda se dará num dia comum, Jesus disse: ”Estando dois [homens] no campo, será levado um e deixado o outro; estando duas [mulheres] moendo no moinho, será levada um e deixada [a] outra” (Mt 24.40,41). Quer dizer, as pessoas estarão fazendo suas tarefas normais, do dia-a-dia, quando, repentinamente, haverá uma separação. “Levar” significa “levar consigo” ou “receber”. Jesus “levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu” (Mt 26.38). Ele prometeu: “virei outra vez e vos levarei para mim mesmo (Jo 14.3). Desse modo, aquele que for levado será graciosamente recebido na presença de Jesus, a fim de estar com Ele para sempre (1 Ts 4.17). “Deixar” significa “deixar para trás” (como em Mc 1.18,20) – quem não for levado será deixado para trás e abandonado para enfrentar a ira e o julgamento de Deus. Em outras palavras, não haverá nenhum aviso prévio ou qualquer oportunidade para arranjos de última hora.