21 de mai de 2010

~* Regras Práticas para os Professores *~

Regras Práticas para os Professores 

Professor, a programação eficaz para crianças deve incluir as seguintes diretrizes:

 


  • Conversa dirigida. A conversa dirigida é informal, mas o diálogo planejado pode ocorrer durante as atividades de aprendizagem, adoração ou a qualquer hora. Este método transmite atitudes junto com o conteúdo bíblico. 
  • Escolhas. Permitir que as crianças escolham as atividades ajuda-as a pensar com independência, a ter motivação e a se interessar por aquela atividade de aprendizagem. Quando todas as atividades da sala de aula apontam para o mesmo alvo da Palavra de Deus, a criança pode escolher alguma atividade e ainda aprender o conteúdo bíblico, as atitudes corretas e a aplicação para a vida diária. Nem todas as crianças aprendem da mesma maneira. Algumas apreciam o desafio de uma procura no dicionário bíblico em preparação para a lição. Outras gostam de atividades manuais. Outras ainda dão se bem usando um jogo da memória para aprender o versículo para a lição. Oferecer opções permite que as crianças tenham a liberdade de aprender. 
  • Envolvimento ativo. As crianças aprendem melhor fazendo — usando todos os cinco sentidos. Aprender requerer o envolvimento ativo na lição. As crianças envolvidas em fazer suas próprias descobertas experimentam maior retenção. A participação conduz a mudanças de atitude que, por sua vez, motivam os alunos a aplicar a Bíblia em suas vidas.
  •  Aplicação na vida. É essencial aos professores e pais que ensinem visando a aplicação dos ensinos na vida dos alunos. Tiago 1.22 diz: “Sede cumpridores da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos”. Através da conversa dirigida e do envolvimento ativo no processo de aprendizagem, a Palavra de Deus pode ser colocada em ação na vida de nossas crianças e alunos.  
  • Ensino da sessão total. Do minuto em que a primeira criança entra na sala de aula até que a última saia, tudo o que for ensinado e experimentado deve apontar para os objetivos da lição da Palavra de Deus. A música, os trabalhos manuais, o versículo para memorizar, a história, as atividades e a conversa dirigida devem todos apontar para esses objetivos declarados da lição. Com crianças, em particular as mais pequenas, precisamos ensinar um conceito e ensiná-lo bem. Esta abordagem de conceito único capacita as crianças a assimilar uma verdade da Bíblia e aplicá-la em suas vidas durante a semana. Grupos grandes e pequenos. O ministério com crianças normalmente tem falta de obreiros. A relação de professor para alunos deve ser 1: 5-6, até crianças de cinco anos, e 1: 8-10 nas classes de crianças mais velhas. Grupos grandes são adequados para atuações bíblicas, momentos de adoração, brincadeiras, etc. Grupos pequenos são apropriados para contar histórias bíblicas, aprender atividades e desenvolver aqueles decisivos relacionamentos entre professor e aluno.
Extraído e adaptado do livro: Manual de Ensino para o Educador Cristão, CPAD

Lição 08 - O Poder da Verdadeira Profecia ** ** Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

O Poder da Verdadeira Profecia
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 28.5-12,16,17

Introdução
I. O que é o profeta
II. O falso profeta Hananias entra em cena
III. Cuidado com os falsos profetas
Conclusão

O PROFETA E SUA FUNÇÃO
O profeta e a teocracia. A afirmação de que existia uma grande separação entre o sacerdote e o profeta, era praticamente um axioma[1] da escola superior de crítica de Wellhausen. O sacerdote era o representante formal e oficial da religião, enquanto já o profeta fora chamado para um tipo mais espiritual de religião. Estabeleceu-se uma reação contra essa falsa disjunção[2], e atualmente os estudiosos afirmam que a ênfase ao sacerdote e ao profeta não era necessariamente antagônica. Na verdade, existiam alguns (por exemplo, A. R. Johnson) que até mencionavam profetas ligados a seitas, afirmando que o profeta era, muitas vezes, um empregado da seita de que fazia parte. Do ponto de vista bíblico-teológico, podemos dizer que o profeta era um guardião da teocracia [grifo nosso]. De acordo com o costume da época, ele realmente tinha acesso à presença dos reis. Quando os reis teocráticos precisavam de algum encorajamento ou censura, o profeta estava sempre presente para oferecer ajuda (Is 7.3ss.; 37.5-7; 21.35). Era seu dever mostrar o curso de ação que Deus desejava que a nação adotasse [grifo nosso]. Portanto, os profetas não eram simples figuras políticas, mas pronunciavam-se sobre questões políticas, porque elas poderiam influir no futuro curso da teocracia.
Profetas falsos e verdadeiros. Era de se esperar que a verdadeira profecia sofresse a oposição dos imitadores (Dt 13.1-5). Alguns homens falavam em nome de outros deuses, mas alguns falavam falsamente em nome de Jeová. Um exemplo notável desses últimos foi Hananias, que falsamente profetizou a respeito do exílio (Jr 28). Para distinguir o verdadeiro profeta do falso que declarava falar em nome de Deus, havia o teste do cumprimento da profecia: seu cumprimento versus seu não-cumprimento (Dt 18.20-22; cf. Jr 28). No caso daqueles profetas que prenunciavam eventos em um futuro tão distante que não poderiam ser avaliados pelo teste do cumprimento, eles eram julgados pela sua doutrina, além de quaisquer eventos que pudessem ocorrer durante sua vida (cf. Jr 25.12; Dn 19.37). Às vezes, os falsos profetas eram apenas homens enganados (Lm 2.14; Ez 13.2-7), mas, em sua maioria, eram homens embriagados cuja principal preocupação era o dinheiro e os ganhos que poderiam auferir [grifo nosso] (por exemplo, Is 28.7; Dn 19.37).” (Texto extraído do “Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro, CPAD, p. 1608, 09).

Reflexão:
Não são os falsos profetas adivinhadores que leem a palma da mão, cartas de tarô ou falam segundo as estrelas os que entristecem profundamente aqueles que anseiam por ver a Deus glorificado. Na verdade, são aqueles que ministram em nome de Jesus nas nossas igrejas e conferências, os que partem o coração dos justos. Eles se entristecem porque, embora o ministério seja apresentado no nome de Jesus, não é desempenhado pelo seu Espírito.”
(John Bevere)

 
[1] É uma sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada e é considerada como óbvia ou como um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria, ou seja, é uma verdade evidente por si mesma (máxima, sentença).
[2] Separação, desunião, divisão.

Lição 08 - Ser ou ter? Eis a Questão? ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis.

Ser ou ter? Eis a Questão?
Texto Bíblico: Mateus 5.1-12

JESUS FALA DAS BEATITUDES / 5.1-12/49
Mateus 5—7 é chamado de Sermão do Monte porque foi proferido por Jesus sobre um monte perto de Cafarnaum. É provável que esse sermão seja o resultado de vários dias de pregação. Nele, Jesus revelou sua atitude em relação à lei de Moisés, explicando que ela exige uma fiel e sincera obediência, não uma religião cerimonial. O Sermão do Monte desafiava os ensinos dos orgulhosos e legalistas líderes religiosos daquela época. Ele conclamava o povo para ouvir as mensagens dos profetas do Antigo Testamento que, como Jesus, haviam ensinado que Deus quer obediência sincera, e não mera e legalista obediência às leis e rituais. A parte mais conhecida do Sermão do Monte é chamada de Beatitudes (5.3-10). Elas são uma série de bênçãos prometidas àqueles que colocam em prática os atributos do Reino de Deus. As Beatitudes:
  • Apresentam um código de ética para os discípulos e um padrão de conduta para todos os crente,
  • Fazem um contraste entre os valores do Reino (que são eternos) e os valores mundanos (que são temporários),
  • Fazem um contraste entre a “fé superficial” dos fariseus e a fé verdadeira que Cristo deseja, e
  • Mostram como o futuro Reino cumprirá as expectativas do Antigo Testamento.
5.3 As Beatitudes descrevem como os seguidores de Cristo devem viver. Cada uma delas mostra como alguém pode ser bem-aventurado. Ser bem-aventurado significa ter mais do que felicidade; significa receber o favor e a aprovação de Deus. De acordo com os padrões mundanos, os tipos de pessoas descritos por Jesus não parecem ser particularmente abençoados por Deus. Mas a forma de vida que agrada a Deus geralmente contradiz a forma de vida do mundo. Jesus explicou: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus.” Somente aqueles que humildemente dependem de Deus são admitidos no Reino dos céus. Somente aqueles que humildemente dependem de Deus são admitidos no Reino dos céus. A consumação final de todas essas recompensas do Reino se encontra no futuro.

Entretanto, os crentes já podem compartilhar o Reino (que já foi revelado), vivendo de acordo com as palavras de Jesus.

Lição 08 - Levando o evangelho para a escola ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Adolescentes

Levando o evangelho para a escola
Texto bíblico: Mateus 5.13-15

Nós os discípulos de Jesus, somos o sal de um mundo sombrio, e a luz de um mundo escuro e pecador. Mas fazermos isso apenas por causa daquele que veio como a “Luz do mundo”.  Da mesma maneira que a luz brilha a partir de um pedestal, nós os servos de Jesus devemos deixar a nossa luz brilhar perante os outros. Jesus deixou bem claro que não haveria nenhum erro quanto à fonte das boas obras de um crente. A luz do crente não brilha para ele mesmo; essa luz deve ser refletida em direção ao Pai, levando as pessoas a Ele. “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14). Assim como o sal faz diferença no alimento das pessoas, a luz faz a diferença no seu ambiente. Mais tarde Jesus explicou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). Os discípulos de Cristo devem viver para Cristo, brilhando como “uma cidade edificada sobre um monte” (Mt 5.14), de forma que todos possam vê-los. Deverão ser como luzes em um mundo escuro, mostrando claramente como Cristo é. Como Jesus Cristo é a luz do mundo, os seus seguidores devem refletir a Sua luz.

Boa ideia!
Convide o responsável pelo evangelismo em sua igreja, para conversar com os adolescentes sobre a melhor forma de abordar os colegas na escola para evangelizá-los. 

Lição 08 - Rico, porém tolo ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Rico, porém tolo
Texto Bíblico: Lucas 12.16-21

Na parábola do Homem Rico, Jesus explicou que a vida consiste de mais coisas, além de riqueza e possessões. Um homem rico que tinha tido um ano produtivo em sua plantação, derrubou seus celeiros e construiu outros maiores para que pudesse recolher tudo. Ainda que não houvesse nada errado com a alegria do homem com a sua colheita ou a construção para poder armazená-lo, o seu problema básico foi concentrar-se completamente em sua riqueza e no seu próprio aproveitamento. Em grego, esta história inclui a palavra “meu” (também no feminino ou no plural) quatro vezes, e a palavra “eu” oito vezes. Como revela a história, a alegria do homem vinha de suas coisas – mas coisas que não duram eternamente. O homem rico não estava preocupado com mais ninguém, nem mesmo com Deus. Sem nenhuma perspectiva eterna, a vida do homem estava completamente concentrada nas coisas temporais. O seu objetivo era descansar, comer, beber e folgar, o que revela o seu desejo de simples auto-indulgência. Ele pensava que com os celeiros armazenando montanhas de riquezas para o futuro, ele tinha tudo completamente sob seu controle. O homem rico tinha cometido um erro fatal: havia se esquecido de colocar Deus no centro da sua vida. Preocupado exclusivamente consigo mesmo, quando chegasse a hora de estar diante de Deus, este homem não seria nada além de louco. A moral da história: o tolo passa todo o seu tempo acumulando tesouros terreno, mas não é rico para com Deus. A questão decisiva é para quem estão sendo guardados. Se para si mesmo, então os males da riqueza sobrevirão. Ser rico para com Deus significa usar a riqueza que Ele provê para satisfazer as suas prioridades. As pessoas que são “ricas” desta maneira amam a Deus e são cheias de uma paixão por obedecer e servir a Ele e a dar a outros. Sendo assim, os “tesouros” que uma pessoa pode ganhar nesta vida podem ser alegremente colocados à disposição de Deus, para que sejam utilizados em benefício do aumento de seu Reino.

Lição 08 - Jeremias, um profeta chorão ou um herói? ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Juniores

Jeremias, um profeta chorão ou um herói?

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Lição 08 - Jesus, o amigo que ouve minha oração ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Primários.

Jesus, o amigo que ouve minha oração
Texto Bíblico: Marcos 10.46-52

DICAS PARA A CONFECÇÃO DOS FANTOCHES
1.     
Prenda um cilindro de papelão da parte de trás dos desenhos, já reforçados também com papelão, para que eles fiquem em pé. Com um tabuleiro de areia, ou na própria mesa, monte um cenário. Você poderá movimentar os bonequinhos como se estivessem andando; narre a história dando vida e interpretação à apresentação.

2.     
Utilizando um cilindro menos, você pode adaptar o boneco para ser usado no tabuleiro de areia ou no cenário de dedoches. Caso haja algum elemento suspenso, como no exemplo, pode-se usar uma luva preta ou branca — da mesma cor do fundo do cenário — para dar os movimentos.

Após confeccionados, separe os fantoches que serão utilizados em cada história. E se porventura não tiver bonecos que se identifiquem com o texto, você poderá trocar os personagens, de acordo com a necessidade, como por exemplo: você tem duas bonequinhas e a história tem os nomes de um menino e uma menina — é só trocar o nome do personagem masculino por um nome de menina em todas as falas da história. 

Lição 08 - Na igreja Deus me escuta ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Jardim da Infância

Na igreja Deus me escuta
Texto Bíblico: 1 Samuel 1.9-28

 
I - De professor para professor

·
Prezado professor, neste domingo, o objetivo da lição é levar a criança a compreender que Deus ouve as orações.
·
A palavra-chave deste domingo é “escutar”. No decorrer da aula diga: “Papai do céu, escuta a minha oração”.

II – Saiba Mais

“Perceba que não há uma maneira certa específica de orarmos. Portanto, se existem momentos quando a oração verbal pode lhe ajudar a expressar seus desejos, então, ore em voz alta e se regozije em seu coração. Mas também se lembre de que as palavras não são essenciais para o oferecimento da verdadeira oração. Deus ouve o seu coração. Mas também se lembre de que as palavras não são essenciais para o oferecimento da verdadeira oração. Deus ouve o seu coração tanto quanto as palavras dos seus lábios. As palavras nem sempre são um indicador exato dos seus sentimentos verdadeiros, mas o seu coração é. O seu coração revela o seu verdadeiro eu, e é para onde Deus olha (1 Sm 16.7) . É por isso que você deve ‘guardar o seu coração, porque dele procedem as saídas da vida’ (Pv 4.23). Você pode experimentar momentos quando até mesmo o seu coração não sabe para que orar ou como. É quando o Espírito assume e ‘intercede por nós’ (Rm 8.26). E haverá momentos quando, assim como Ana, o seu coração estará inundado com pensamentos, desejos, mágoas e até confusão, a ponto que a oração verbal se torna difícil. Nesses períodos, também, você pode orar e permitir que o Espírito lhe ajude em sua fraqueza (Rm 8.26). Afinal, o que é a oração? A oração não é a expressão do desejo sincero do seu coração fluindo para Deus, seja isso falado ou não? O que você gostaria de expressar para Deus nesse exato momento?”

Texto extraído do livro:
Orações Notáveis da Bíblia, pp.43-44. CPAD

III – Conversando com Professor

Incentive as crianças a fazerem suas próprias orações. Até agora você orava e eles repetiam. Eles precisam ir adiante. Você pode ajudá-los a decidirem sobre o que orar, mas eles também podem escolher pelo que orar. O professor pode alternar à medida que melhoram em fazer suas orações – um domingo um aluno ora, no outro o professor ora.

Texto adaptado do livro:
Ensine Sobre Deus Às Crianças, CPAD

IV - Boa ideia!

Você vai precisar de imagens de templos evangélicos, cola e cartolina.

Auxilie as crianças na montagem de um painel com as gravuras dos templos. Depois escreva a frase do dia: “Na igreja Deus me ouve”. Explique que atualmente existem vários templos e cada um com um tipo diferente de janelas, pinturas, portas e etc. Mas todos são casas de oração.

Lição 08 - Jesus conta uma história ** ** Conteúdo adicional para as aulas de Maternal

Jesus conta uma história
Texto Bíblico: Mateus 8.24-27

I - De professor para professor
Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é fazer com que as crianças aprendam que é preciso praticar o que a Palavra de Deus ensina.

• Faça uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.
• A palavra-chave da aula de hoje é “PRATICAR”. Então, durante o decorrer da aula repita a frase: “Deus quer que você ponha em prática aquilo que aprendeu”.


II - Para refletir

• “Edificar a casa sobre a rocha significa ser um discípulo que ouve e coloca em prática o que aprendeu, não que age com imprudência e superficialidade. A obediência é o sólido fundamento para que possamos resistir às tempestades da vida. A maioria das pessoas não busca deliberadamente construir sua vida sobre uma fundação falsa ou material inferior, mas não pensa em um propósito verdadeiro para ela. Muitos se encaminham para a destruição não por teimosia, mas por negligência. Parte de nossa responsabilidade como cristãos é ajudar os outros a parar e pensar em que direção sua vida tem seguido, e indicar as consequências de ignorar e/ou desprezar a mensagem de Cristo”
Extraído da: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD
• Professor, “as crianças do maternal são curiosas e fazem incontáveis perguntas. Responda todas as perguntas com honestidade. Procure razões por detrás das perguntas. Encoraje-as a pensarem por si mesmas” (Manual de Ensino Para o Educador Cristão).

III - Atividade Manual
“Mande as crianças sentar-se em círculo, e coloque no centro uma caixa de camisa cheia de areia. Dê a cada criança um punhado de palitos de picolé, e mostre-lhes como fincá-los na areia da caixa, fazendo uma “paredinha”. Vá orientando-as até que construam um cercado de palitos. Com um pedaço de cartolina dobrado ao meio, faça o telhado da casa. Enquanto estiverem fincando os palitos na areia, vá recordando: Foi assim que o homem tolo construiu a sua casa: na areia. Quando as paredes estiverem prontas, anuncie: Agora só falta por o telhado! E coloque o telhado de cartolina. Ficou bonita a casa da areia, crianças? Mas será ficou forte? Será que agüenta a chuva? Vamos ver! Com o regador, faça “chover” sobre a casa, até alagar a areia e derrubar os palitos. Chiii, a casa caiu! A casa construída na areia fica muito fraca; não agüenta a chuva. A pessoa que ouve a Palavra de Deus mas não faz o que ela manda é como a casa da areia” (Marta Doreto).


Realize as atividades sugeridas na revista do Mestre, página 78.

Caso sobre algum tempo para mais uma atividade, sugira que as crianças encenem a história bíblica. 

Lição 07 - O Cuidado com as ovelhas ~ Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Jovens e Adultos

O Cuidado com as ovelhas
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 23.1-4; João 10.1-5


Introdução
I. O que é um Pastor
II. Os pastores de Israel
III. Israel foi destruído por lhe falta verdadeiros pastores
IV. Os deveres das ovelhas
Conclusão



A FUNÇÃO PASTORAL NO CONTEXTO BÍBLICO
A função pastoral, sob o ponto de vista bíblico, é exercida pela característica marcante de Cristo: o Amor. O apóstolo Pedro delineou essa característica em sua epístola ao descrever no termo imperativo a função pastoral: “apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”[1]. A Escritura Sagrada quando descreve a função pastoral também enfatiza a possibilidade do Ministro desempenhar a função pastoral numa perspectiva oposta a de Cristo. O texto bíblico, para descrever a oposição a Cristo na função pastoral, cunha um termo carregado de significações em relação a um animal universalmente conhecido no Oriente (rejeição, desprezo, impuro, odiado, etc...): o Cão [sig. gr. kyon]. No sentido metafórico, o termo aparece nos seguintes textos (a conotação é de impureza moral na função pastoral): Is 56.10-12: “Todos os seus atalaias são cegos, nada sabem; todos são cães mudos, não podem ladrar; andam adormecidos, estão deitados e amam o tosquenejar. E estes cães são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte. Vinde, dizem eles, traremos vinho e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso”. Fp 3.2: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!”. No texto de Apocalipse o Senhor Jesus demonstra a equiparação de feiticeiro, homicida, mentiroso, idólatra e a prostituição à categoria de Cães: Ap 22.15: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”. O texto de Isaías enfatiza que a classe que liderava o povo estava vivendo uma profunda crise de moralidade. Em Filipenses os falsos obreiros não se contentavam com o absoluto Evangelho da Graça. E em Apocalipse o Senhor Jesus sentencia os que se encontram nessas características. Os textos acima denotam o perigo que se encontram os líderes que perdem o foco de seu ministério, ao invés de gastarem suas vidas apascentando as ovelhas, gastam-na enriquecendo-se da “lã”, da “gordura” e de todas as “vantagens” que as ovelhas podem proporcionar ao seu ministério. Embasado no ensino apostólico de Pedro, John Macarthur, Jr. na obra “Ministério Pastoral, alcançando a excelência no ministério cristão” [Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p.47] exorta duas características que o Pastor não deve ter: Má Vontade e Torpe Ganância. O pastor deve evitar o trabalho de má vontade. O exercício do pastorado deve ser voluntário, espontâneo e consciente. A preguiça está ligada à má vontade, onde o pastor sofre a tentação de deixar-se levar em seu ministério para fazer somente aquilo que se sentir pressionado a fazer. Sobre a outra característica John Macarthur Jr aconselha: “[...] evitar a obra do ministério por torpe ganância [grifo nosso]: “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste”, afirmou Paulo aos presbíteros de efésios (At 20.33). “Ninguém pode servir a dois senhores”, declarou Jesus, “porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24). Isso é verdadeiro com relação aos pastores, dos quais Deus exige que não sejam cobiçosos de torpe ganância (1 Tm 3.3). São os falsos profetas que se empenham na busca frenética do lucro monetário ( veja Is 56.11; Jr 6.13; Mq 3.11; 2 Pe 2.3).
[...] O errado é permitir que o lucro financeiro seja a motivação para o ministério. Isso produz não apenas líderes falsos e ineficientes, como também degrada o ministério aos olhos do mundo [grifo nosso]. [...] O homem humilde, dedicado ao pastoreio das almas que Deus confiou aos seus cuidados, alcançará a incorruptível coroa de glória quando aparecer o Sumo Pastor (1 Pe 5.4)”[2]. O contexto atual que cerca o exercício do ministério pastoral urge que os pastores sejam homens desinteressados do lucro, da fama, do poder, do status quo, do espetáculo, mas estejam devidamente interessados nas pessoas e na proclamação do evangelho no mundo, a fim de que a mensagem seja acompanhada com a devida ação do Espírito e o propósito sincero de representar o interesse de Cristo em todas as esferas do seu ministério.

Reflexão:
“e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2Pe 2.3).

18 de mai de 2010

Lição 07 - Estudar é preciso ~ Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis

Estudar é preciso
Texto Bíblico: Daniel 1.1-21; 2.46-48; 3.28-30

CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO
Para enriquecer ainda mais a sua aula deste domingo, seria interessante você aplicar um teste vocacional em sua turma. Se não tiver como levar um psicólogo, indique os seguintes sites para que os próprios adolescentes façam:

http://www.oportaldosestudantes.com.br/testevoc.asp
http://www.carlosmartins.com.br/testevocacional.htm

O site vestibular 1 oferece as seguintes recomendações na hora de escolher uma carreira profissional:


Lembre-se primeiro dos aspectos de suas necessidades e projetos pessoais como:
Satisfação pessoal - Prestígio - Dinheiro - Fama - Independência  

Antes de escolher o curso que vai fazer, reflita a respeito das questões que são importantes para você:
01 - prazer
02 - dinheiro
03 - negócio próprio ou independência
04 - fama
05 – respeito de todos
06 - ser solidário ou trabalhar em grupo
07 - trabalhar sozinho 
08 - trabalhar pouco
09 - trabalhar à noite
10 - viajar muito ou morar no exterior
11 - conviver com idosos, ou crianças
12 - viver perto da natureza e de animais
13 - aprender sempre, fazer carreira acadêmica
14 - ler muito, pesquisar sempre
15 - ensinar 
Crédito: http://www.vestibular1.com.br/testes/testevoc2.htm

Lição 07 - Minha família um campo missionário ~ Conteúdo adicional para as aulas de Adolescentes

Minha família um campo missionário
Texto bíblico: Josué 24.15

Depois que Moisés morreu, Josué tornou-se o líder da nação de Israel. Josué era um excelente líder porque tinha a Deus como o seu líder e a coragem de fazer o que era certo.   Próximo de sua morte Josué convoca o povo e lança o desafio de renovarem o Concerto. Josué sabia que seu povo deveria fazer uma escolha definitiva em relação a quem serviriam. Ele já fizera a sua escolha: “eu e a minha casa serviremos a Senhor” (Js 24.15c). Josué estava disposto a dar a qualquer pessoa a liberdade de escolher ou rejeitar a Deus. Ele concluiu que os méritos do Senhor eram tão bem conhecidos que nenhuma pessoa com um mínimo de discernimento deixaria de fazer a escolha certa. Os israelitas foram confrontados com uma escolha que faz paralelo à proposição apresentada pelo cristianismo. A gama de motivos e razões para escolher a Cristo é a mais razoável. A escolha envolve vida e morte. A escolha envolve o bem-estar da pessoa. Ela desafia nossas aspirações por uma vida boa. O amor de Deus torna-se um intenso fator motivador para se escolher o caminho divino. Josué foi um exemplo de servo de Deus, ele presenciou milagres e através de sua vida o povo foi abençoado pelo Senhor. Devemos seguir o exemplo de Josué, sermos servos de Deus e canal de bênçãos para a vida dos nossos familiares. Um bom testemunho vale mais do que muitas palavras.

Lição 07 - Construindo um abrigo seguro ~ Conteúdo adicional para as aulas de Pré-Adolescentes

Construindo um abrigo seguro
Texto Bíblico: Mateus 7.21-27

Os verdadeiros seguidores de Jesus não irão apenas ouvir as Suas palavras, mas praticá-las, permitindo que a mensagem faça diferença em sua vida. Nesse ensino, Jesus explicou que o verdadeiro seguidor, que pratica as Suas palavras, é como a pessoa que constrói a sua casa sobre a rocha. Aquele que “constrói sobre a rocha” é um discípulo que ouve e obedece, e não um impostor. Praticar a obediência é construir sobre o sólido alicerce das palavras de Jesus, a fim de enfrentar as tempestades da vida. Mesmo em meio à chuva, à inundação, e aos ventos, o alicerce que estiver sobre a rocha não será afetado.  Em contraste com a pessoa sábia, a pessoa insensata ouve os ensinos de Jesus e o ignora. Embora as duas pessoas tenham construído suas casas e até pareçam idênticas, somente uma suportará o teste. Somente a pessoa que ouve e pratica a vontade de Deus receberá a recompensa. A casa construída sobre a areia irá desabar. Quando vierem as tempestades, a pessoa não terá firmeza, a sua vida se despedaçará, e o fim será uma grande queda – o juízo final, a destruição, e a separação de Deus. Assim como o caráter é revelado pelos frutos, a fé é revelada através das tempestades. A pessoa sábia, que procura agir de acordo com a Palavra de Deus, edifica a sua vida de forma que esta possa suportar qualquer dificuldade ou problema. Será o alicerce, e não a casa, que determinará o que acontecerá no dia do juízo final.

Lição 07 - Mardoqueu, o herói conselheiro ~ Conteúdo adicional para as aulas de Juniores

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Lição 07 - Jesus, o amigo dos que choram ~ Conteúdo adicional para as aulas de Primários.

Jesus, o amigo dos que choram
Texto Bíblico: João 11.1-44
   
Métodos de Aprendizagem

Jesus é o nosso grande exemplo de Mestre e podemos aprender com ele diversos métodos de aprendizagem criativos e eficazes:


1.      Lições práticas (Jo 4.1-42). Usou a conhecidíssima água para ajudar a mulher samaritana a entender a desconhecida “água da vida”. 

2.      Pontos de contato (Jo 1.35-51). Servia-se de oportunidades para construir relacionamentos com pessoas: André, João, Pedro, Filipe e Natanael.

3.      Alvos (Jo 4.34). Para colocar as pessoas em ação.

4.      Solucionando problemas (Mc 10.17-22). Para fazer com que as pessoas entendessem e aplicassem as suas palavras.


5.       Conversas (Mc 10.27). Para levar as pessoas à obediência.


6.       Perguntas. De acordo com os registros dos evangelhos, Jesus fez mais de 100 perguntas com a finalidade de compelir as pessoas a pensar e buscar a verdade.

7.      Respostas. Jesus usou Suas respostas visando mover as pessoas de onde elas estavam para onde elas precisavam estar, a fim de que crescessem espiritualmente. Ele encorajava as pessoas a descobrir a verdade.

8.      Sermões (Mt 5—7; Jo 14—17). Jesus fez uso de sermões para instruir e convencer as pessoas sobre a verdade.


9.       Parábolas (Jo 10.1-21; 15.1-10). Jesus ensinava ilustrando a verdade espiritual com situações comuns.

10.   As Escrituras. Jesus citava extensivamente o Antigo Testamento para ensinar a verdade de Deus às pessoas.

11.  O momento susceptível de ensino (Jo 4.5-26). Jesus aproveitava toda oportunidade para tornar uma situação corriqueira numa situação “de ensino”.

12.   Contraste (Mt 5.21,22,33,34,38,39,43,44). Jesus contrastava Seu Reino com os padrões deste mundo, dando ao ouvinte a escolha pela obediência.

13.  Exemplos concretos e literais (Mt 6.26-34). Jesus empregava o concreto para ensinar verdades abstratas como confiança, grandeza, hospitalidade, discipulado etc.

14.  Símbolos (Mt 26.17-30; Jo 13.1-20). Jesus servia-se de símbolos, como a Páscoa antes de Sua morte e o lavar os pés dos discípulos, para ensinar grandes lições.

15.  Grandes e pequenos grupos (Mt 5—7; Jo 14—17). Jesus ensinava grandes (multidões) e pequenos grupos (os discípulos).

16.  Oportunidades de ensino individual (Jo 3.1-21; 4.5-26). Jesus tomava a iniciativa de impressionar indivíduos, ajudando-os a entender quem Ele era e o que ia fazer.

17.   Exemplo (Mt 15.32; Lc 18.15-17). Jesus, o Mestre em ensinar, era a Verdade e modelou o que significava ser um Homem que amava o Deus Pai.

18.   Motivação (Mt 16.24-27; 20.21-28; Mc 1.16-18). Jesus motivava seus seguidores à ação. Ele suscitava uma resposta do interior das pessoas para a santidade e obediência ao Pai.

19.  Impressão e expressão (Mt 4.19,20; 7.20). Jesus usou a Si mesmo para impressionar e motivar seus seguidores a agir e obedecer. Ele era Deus feito carne, não obstante, ajudou seus discípulos a decidirem por si mesmos.

20.   Ele mesmo (Mt 28.19,20). Jesus possuía as qualidades de um grande mestre: visão global, entendimento do homem, domínio de todo o conhecimento, capacidade de ensinar e uma vida que era exemplo para aqueles a quem ensinava. Manual de Ensino para o Educador Cristão. CPAD. p.189-191

Lição 07 - Na igreja eu falo com Deus ~ Conteúdo adicional para as aulas de Jardim da Infância

Na igreja eu falo com Deus
Texto Bíblico: 2 Reis 18.13-19.37

I - De professor para professor
Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é fazer com que as crianças aprendam que podemos falar com Deus na igreja.
• Faça uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.
• A palavra-chave da aula de hoje é “ORAR”. Então, durante o decorrer da aula repita a frase: “Deus fica contente quando oramos em sua Casa.”


II - Para refletir

• “Senaqueribe, cujas tropas haviam conquistado as cidades fortificadas por Judá, enviou uma mensagem a Ezequias, para que este se entregasse, dizendo que seria inútil resistir. Percebendo que não havia esperança com seu poderio militar, Ezequias  foi ao templo e orou. Ele sabia que Deus é especialista em resolver situações humanamente impossíveis. Deus respondeu à sua oração e livrou Judá, enviando um exército para atacar a capital assíria, forçando Senaqueribe a partir imediatamente. A oração deve ser a nossa primeira reação diante de qualquer crise. Nossos problemas são oportunidades para Deus agir em nossa vida”.Extraído da: Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal, CPAD • Professor, “as crianças do jardim são extremamente sociáveis e cada vez mais comunicativas. Promova a expressão dos próprios sentimentos e ideias delas, e oportunidades sociáveis” (Manual de Ensino para o Educador Cristão).

III - Atividade 
“Os alunos farão, juntos, um “Cantinho de Oração”. Providencie antecipadamente uma figura de alguém orando, ou de um par de mãos postas, e dê para alguns alunos colorir. Outro grupo de alunos fará o letreiro “Cantinho de Oração”, numa tira de cartolina. Um terceiro grupo colará o letreiro e a figura numa folha de isopor ou cortiça. Pronto, está feito o “Cantinho de Oração”. Agora distribua pequenos pedaços de papel, onde cada um escreverá uma oração ou fará um desenho representando a sua súplica. Diga que, assim como Ezequias apresentou a carta a Deus no templo, eles também apresentar-lhe-ão os seus pedidos. Podem orar segurando-os nas mãos levantadas, e depois você os fixa com alfinetes no “Cantinho de Oração”. Nos próximos domingos, volte a orar por estes e por novos pedidos, lembrando de agradecer a Deus à medida que forem respondidos” (Marta Doreto). 

Lição 07 - Jesus ressuscita a menina ~ Conteúdo adicional para as aulas de Maternal

 Jesus ressuscita a menina
Texto Bíblico: Marcos 5.22-24

I - De professor para professor

Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é fazer com que as crianças aprendam que Jesus é poderoso para ressuscitar os mortos.

• Faça uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.
• A palavra-chave da aula de hoje é “RESSUSCITAR”. Então, durante o decorrer da aula repita a frase: “Jesus tem poder para ressuscitar os mortos”.


II - Para refletir

• “A crise de Jairo deixou-o confuso, temeroso e sem esperança. As palavras de Jesus a Jairo naquele momento difícil também servem para nós: ‘Não temas, crê somente’. Na presença de Jesus há esperança e promessas. A próxima vez que sentir-se desesperançado e temeroso, procure analisar seu problema do ponto de vista de Jesus. Ele é a fonte de toda esperança e de todas as promessas” Extraído da: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD
• Professor, “os sentidos são o principal meio de aprendizagem do aluno do maternal, especialmente a visão; através da visão a criança aprende mais que pelos outros sentidos. Por isso a aula deve ser rica em visuais” (Marta Doreto).

III - Atividade Manual
Realize as atividades sugeridas na revista do Mestre, página 75.
Caso sobre algum tempo para mais uma atividade, sugira que as crianças encenem a história bíblica. 

5 de mai de 2010

Lição 06 - A Soberania e a Autoridade de Deus *~* Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas de Jovens e Adultos

A Soberania e a Autoridade de Deus
Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 18. 1-10


Introdução
I. A visita a casa do oleiro
II. A soberania de Deus
III. O crente e a vontade de Deus

Conclusão


A Soberania de Deus, a Eleição Divina e a Perseverança do Crente

Prezado professor, o tema na lição deste domingo é “A Soberania e a Autoridade de Deus”. Soberania, em teologia, é classificada como um atributo (ou perfeição) de Deus, inerente somente a Ele (Onipotência, Oniciência, Onipresença, Eternidade, Imutabilidade e Soberania). O termo significa “principal, chefe, supremo”. Soberania refere-se à Deus como o Ser Supremo do universo, está relacionada a poder, ou seja, Deus é o poder supremo do universo. As Escrituras revelam como Ele exerce esse poder. São nos desdobramentos escriturísticos que naturalmente a doutrina da soberania passa a ter uma perspectiva soteriológica: A Eleição Divina e a Perseverança do Crente. Esses dois assuntos, que serão tratados neste subsídio, são desenvolvidos a partir do conceito principal da soberania de Deus.


A Eleição Divina[1]

Precisamos notar as ênfases de Paulo. Uma delas é que ser filho de Deus depende da livre e soberana expressão de sua misericórdia, e não de algo que sejamos ou façamos. Paulo enfatiza a misericórdia divina que inclui os gentios juntamente com os judeus (Rm 9.24-26; 10.12). O calvinismo entende que esse trecho bíblico afirma a doutrina de uma escolha arbitrária de Deus, que não leva em conta a responsabilidade e participação humanas. Essa, porém, não é a única possibilidade. Na mesma seção bíblica (Rm 9 – 11), surgem evidências da participação e responsabilidades humanas (Rm cf. 9.30-33; 10.3-6,9-11,13,14,16; 11.20,22,23). Paulo afirma: “Deus, pois, compadece-se de quem quer e endurece a quem quer” (9.18). Diz ainda que Israel havia experimentado “o endurecimento em parte” (11.25), mas o contexto parece relacioná-lo à sua desobediência, obstinação e incredulidade (10.21; 11.20). Além disso, Paulo declara que a razão por que “Deus encerrou a todos debaixo da desobediência é “para com todos usar de misericórdia” (11.32). Portanto, não somos forçados a uma única conclusão, isto é, à eleição incondicional.


A Perseverança do Crente[2]

[...] “Jesus (Jo 10.28) está nos dizendo o que vai acontecer: as suas ovelhas não perecerão. Então, pode-se entender que a Bíblia diz que poderíamos apostatar, porém, mediante o poder de Cristo para nos conservar, isso não nos acontecerá”. Se tal pode acontecer, por que a possiblidade existiria somente em hipótese? Erikson e a maioria dos calvinistas referem-se a Hebreus 6.9 como evidência: “Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos”. Semelhante justificativa fica sendo tênue à luz de Hebreus 6.11,12: “Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; para completa esperança; para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas”. Continuar na fé e na prática confirma nossa esperança e herança. É realmente possível fazer uma exegese de Hebreus 10.26-31, mesmo a despeito do v. 39, de modo a concluir que se refira meramente a uma possibilidade lógica, e não real? Prosseguindo o raciocínio, citemos a advertência de Jesus: “O amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24.12,13). Ele diz que olhar para trás nos torna indignos do Reino (Lc 9.62) e adverte: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32). Jesus diz ainda que, se a pessoa não permanecer nEle, será cortada (Jo 15.6; cf. Rm 11.17-21; 1 Co 9.27). Paulo diz que podemos ser alienados de Cristo e cair da graça (Gl 5.4); que alguns naufragaram na fé (1 Tm 1.19); que alguns abandonarão (gr. aphistêmi) a fé (1 Tm 4.1); e que “se o negarmos, também ele nos negará” (2 Tm 2.12). O escritor aos Hebreus diz que “a casa [de Deus] somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” (3.6); que devemos cuidar para que ninguém entre nós tenha “um coração mau e infiel, para se apartar [aphistamai] do Deus vivo” (3.12); e que “nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (3.14).

Professor, uma das grandes tentações de pregadores ou expositores bíblicos é dar ênfase absoluta a uma determinada doutrina bíblica (inclinação para cura, seus pressupostos bíblicos se interessam apenas por cura; inclinação para escatologia, seus pressupostos tendem a uma leitura bíblica escatológica, e assim por diante). Os textos acima enfatizam bem o equilíbrio bíblico sobre o assunto “Soberania de Deus”. Nunca houve contradição entre soberania e livre-arbítrio. A história da salvação denota a ação e a eleição de Deus (por meio do Espírito Santo) na salvação do homem, mas deste, se espera a manifestação do fruto de Arrependimento e Fé. Antes de defendermos a escola teológica A ou B, sejamos bíblicos e cristocêntricos. Veremos que na verdade a soberania de Deus não anula a responsabilidade humana na perseverança de fé em nossa peregrinação. Professor, mostre ao seu aluno a necessidade de desenvolver a perspectiva do Evangelho integral (o Evangelho todo, para o homem todo). Incentive-o a meditar em todas as passagens supracitadas acima, e ajude-os no desenvolvimento de uma leitura coerente e meditativa da Bíblia na iluminação do Espírito Santo. Boa aula!


Referência Bibliográfica


HORTON, Stanley (ed.). Teologia Sistemática, Uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD.

Sugestão de Leitura para interpretação do texto Bíblico

BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fácil e Descomplicada. Rio de Janeiro, CPAD.  

[1] Extraído da obra “Teologia Sistemática, Uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, p. 362, 3”.
[2] Ibid., p. 375, 6.